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Posts Tagged ‘reforma’

::Catarina de Bora / Catarina Lutero::

05/11/2017

Katharina-v-Bora-1526-1

Em alemão, o nome da esposa de Martinho Lutero (Martin Luther) era Katharina von Bora ou, depois do casamento, Katharina Luther. Ela foi freira católica, mais tarde esposa, mãe de seis filhos, mulher de negócios, dona de uma pensão e de uma cervejaria, de campos que usava para plantar os legumes e criar os animais que usaria para oferecer refeições aos clientes da pensão, entendia de ervas medicinais, tinha tempo para jardinagem, cuidado de animais, compra e venda de imóveis, administração dos negócios e propriedades… Era uma mulher com voz e pensante, que nasceu em 29 de janeiro de 1499 e viveu até 20 de dezembro de 1552, a mulher por trás de Martinho Lutero, o líder da Reforma Protestante. Ela entrou para a história como uma das poucas mulheres de sua época que vivia a vida que pensava ser certa para si, dentro das possibilidades da época, com pleno apoio de seu marido.

Pelo fato de ter sido freira, Catarina tinha tido a sorte de receber educação formal, algo impensado para mulheres de sua época, tendo aprendido a ler e escrever, também em latim, além de ter tido aulas de matemática, canto, cozinha, jardinagem, de cuidados com doentes e de ter aprendido as propriedades das ervas medicinais que plantava nos jardins do convento.

Dr. Martinho Lutero, ex-monge e professor de teologia da universidade de Wittenberg, líder da Reforma Protestante, via homens e mulheres como seres iguais perante a Deus, mas talvez por influência da época nem sempre ele achava, em geral, que mulheres e homens tinham o mesmo valor, apesar de ver em sua esposa a presença de Deus em sua vida e de frequentemente convidá-la para sentar-se ao lado dele nas reuniões que mantinha com outros reformistas do sexo masculino. Ele sugeriu que também meninas, além dos meninos, pudessem ir à escola para terem a capacidade de ler e formar sua própria opinião a respeito das coisas, mas chegou a afirmar que o homem era como o sol, com luz própria, e a mulher como a lua, iluminada pela luz do sol. Mesmo assim, ele primeiro a influenciou com seus escritos, afirmando que mulheres não precisavam viver como freiras para honrar a Deus, e que seriam salvas por meio da fé, quando ela decidiu fugir do convento junto de 11 outras freiras em 1523, e mais tarde, depois do casamento em 1525, proporcionou à Catarina, a partir de seus 26 anos, uma vida em liberdade, lhe dando os meios para que ela transformasse o local onde viviam em uma pensão e se ocupasse diariamente da criação dos muitos filhos, da administração de suas propriedades, da impressão e venda das ideias de seu marido Lutero e dos clientes da pensão, que chegavam a formar um grupo de 40 pessoas, para quem tinha que oferecer diariamente hospedagem e comida. O que tinha começado como um casamento arranjado e com grande diferença de idade (16 anos) entre um ex-monge e uma ex-freira, plenamente criticado pela sociedade em que viviam, acabou resultando em uma união estável com pontos positivos para ambos.

Entretanto, sua vida mudou completamente quando Martinho Lutero morreu, em 1546. Apesar dele ter deixado um testamento reconhecendo sua esposa como sua única herdeira e declarado que ela tinha plenos direitos sobre os filhos, fato que não era comum na época e contra o que ela enfrentou muitas dificuldades. Além do mais, teve que fugir de representantes da igreja católica e de ondas de doenças como a peste, tendo perdido suas propriedades e sido forçada a viver da ajuda de outras pessoas. Em uma dessas fugas, se envolveu em um acidente de charrete, que ela mesma guiava e que a levou à morte, seis anos depois de seu marido ter falecido. Ela morreu no ano de 1552, doente e praticamente empobrecida, em Torgau, na Alemanha.

Fontes: diversos artigos na Wikipedia do Brasil e da Alemanha, MDR, assim como diversos vídeos e documentários assistidos durante as comemorações de 500 Anos da Reforma.

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::Tô exausta::

04/10/2009

Passamos o final de semana todinho fazendo reforma em casa. Agora o Daniel tem um quarto só pra ele, grande o suficiente para ele brincar com todos os seus carrinhos, trenzinhos e acessórios. Como ele não é bobo e não nasceu ontem, e percebeu que estamos com o comprador aberto pro lado dele nos últimos dias, ele já pediu (e já ganhou) um tapete com ruas, que parece uma mini-cidade, pra ele poder brincar com seus carrinhos nele, e também quer ter uma cozinha pra colocar debaixo da nova cama, que vai ser alta com espaço embaixo pra ele brincar. Ele disse que debaixo da cama ele tem uma casa e lá quer ter uma cozinha. Vou dar uma olhada no ebay pra ver se acho algo baratinho pra ele de segunda mão. Eu tenho que incentivar esse interesse grátis dele por cozinhar! Está puxando o pai, que bom!

Mas há uma diferença enorme entre fazer reforma no Brasil e aqui na Alemanha. Aqui fazemos a reforma mesmo, no Brasil mandamos fazer. Depois de termos feito a encomenda dos móveis, compramos todo o material para pintar e assentar o chão do quarto, além das máquinas necessárias. Depois tiramos tudo de dentro do quarto e colocamos a mão na massa. Pintar foi rapidinho, o que demorou mais foi retirar toda a roupa pra fora de um armário de 3m de largura, arrancar o carpete antigo e assentar o novo chão. Apesar dos móveis ainda não terem chegado, o Daniel já quis dormir no seu novo quarto, mesmo que fosse só em cima de um colchão. Demorou, deu (está dando!) o maior trabalho, estou exausta, mas super satisfeita com os resultados! O que não fazemos por nossos filhos, não é mesmo?

::Reformando…::

15/08/2008

Eu tenho a dizer que esta reforma e esta limpeza condicionada estão me fazendo bem. Até o clima está combinando – tem feito frio e chovido todos os dias! Hehehehe… Já achei uma mãe que mora aqui no bairro do lado e que vai querer comprar roupas para seu filho um pouco menor do que o Daniel! Vou participar de mercados das pulgas, coloquei um anúncio no jornal local, já separei tudo que vou jogar fora e avisei pra empresa responsável vir buscar, pretendo logo depois fazer um Garagenflohmarkt (mercado das pulgas na minha garagem). Finalmente coloquei meu vestido de casamento pra vender, no tamanho 38/40. Tenho um sapato alto lindíssimo no tamanho 35 (!), usado só no dia do casamento, em oferta. Até a roupinha do Daniel, que ele usou no dia do casamento, está à venda (tamanho 92). Aqui algumas fotos, caso alguém tenha interesse.

::Empreitada::

13/08/2008

A tarefa parecia simples: comprei uma nova cozinha. Tinha que tirar a cozinha antiga, trocar os azulejos, e pedir para entregarem a cozinha nova. Hoje comecei a empreitada, junto do Matthias, seu pai e nosso sobrinho, pra ajudar, e do Daniel, pra atrapalhar. Mas ledo engano! Agora a coisa já tomou proporções nunca dante imaginadas: vamos ter que reformar três paredes por completo, temos que pintar o aparelho da calefação (como se diz “Heizungskörper” em português?), o azulejo do chão não quis sair de nenhuma forma e agora vamos ter que colocar o novo por cima do velho e pra isso cortar um pedaço da porta de entrada para a cozinha… E como se não bastasse isso tudo: peguei hoje de manhã em cada coisa que tenho na cozinha e constatei mais uma vez que tenho coisa demais, mantimento demais (chá demais!), e já que pedi uma cozinha um pouco menor exatamente para diminuir a bagunça, tenho que diminuir urgentemente o que tenho. Ainda por cima… ainda quero arrumar o porão (lembram-se da enchente de algumas semanas atrás?) e separar as coisas que realmente quero guardar, as que quero dar de presente ou vender e as que quero jogar fora. A teoria eu conheço e li algumas coisas que espero me impulsionarem a partir de amanhã:

80% do que preciso sai de 20% do que tenho (Princípio Paretto);

Para cada coisa nova, devo retirar algo velho de casa;

Arrumar é dar lugar para coisas novas e liberar energia;

Devo aprender que tudo o que preciso para viver virá por conta própria ao meu encontro;

Me livrar de coisas que não preciso significa limpar o ambiente, o corpo e a mente;

Devo pensar três vezes antes de comprar coisas novas.

Já encomendei o livro acima (Feng Shui contra o caos do dia-a-dia) para me dar uma força mental e um empurrãozinho final… Alguém tem mais idéias para esta empreitada organizativa pra me passar, nem que seja um incentivo? Fico encarecidamente agradecida…


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