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Posts Tagged ‘encontro’

::O dia em que eu ia completar 25 anos de Alemanha…::

05/03/2018

O dia em que eu ia completar meus 25 anos morando na Alemanha chegavam a passos largos e eu não sabia direito como iria lidar com essa data, 01/03/18… Ficava me perguntando se iria sair inspiração para escrever um poema naquele dia significativo? Iria publicar fotos históricas, de quando cheguei na Alemanha, nos idos de 1993? Iria contar um caso, ou um causo dos meus primeiros e inúmeros tropeços durante os primeiros meses e anos na Alemanha?

Nada disso saiu, muito ficou na cabeça, como planejado. Do contrário, uma coisa que já vinha alimentando há tempos criou força e nasceu de supetão. Outro dia estava comentando com a Alessandra, minha amiga há 40 anos, que adoraria rever nossa sala de colégio! De tantos, tinha sobrado só um grupo de 4 pessoas das quais eu sabia o paradeiro e um dia eu e ela ficamos um tempo tentando nos lembrar dos sobrenomes dos nossos colegas de sala, algo que naquela época não tinha importância nenhuma para nós. A importância era dada só para os apelidos dos nossos colegas, Tandinha, Sandrinha… e nos concentrávamos em saber no máximo os primeiros nomes dos colegas. No mais, Gerais.

Do contrário, aqui na Alemanha aprendi rapidamente a importância dos sobrenomes. E também de saber explicar mais ou menos minha ascendência, algo incerto para mim e para tantos outros brasileiros. Entendi que dois sobrenomes ou mais chegam a ser complicados para os alemães, ainda assim achando mais justo o nosso jeito de fabricar nomes, composto com parte do nome da mãe e do pai, como claro subproduto e originário de duas pessoas. Lembrei agora do dia que o nosso professor de matemática nos deu aula sobre interseção, mostrando seu nome e o da esposa, com o resultado do nome do filho: Levi + Maria = Levimar.

Outra coisa que tem aqui na Alemanha e da qual chego a ter uma certa inveja (branquíssima!) é o cuidado que têm para manter tradições. É comum por exemplo as pessoas se reencontrarem para rever seus amigos de colégio e comemorar 10, 20, 30, 40 ou 50 anos de formados. No Brasil, do contrário, perdemos todos os contatos: ninguém é obrigado a registrar onde mora, as mulheres se casam e alteram seus sobrenomes, e a loucura do dia a dia faz o restante, com o resultado de que ninguém sabe mais de ninguém e fica por isso mesmo. Além de tudo isso, minha geração vem de antes da internet, ninguém tinha ninguém como amigo em nenhuma rede social e uma pessoa sabia da outra ou porque manteve o contato mesmo, ou porque conhece alguém, que conhece a pessoa. É bem na base da sorte ou da coincidência!

Pois bem, poucos dias antes de eu completar os 25 anos de Alemanha, no finalzinho de fevereiro, a Alessandra me enviou por WhatsApp uma lista completa com nomes e sobrenomes de todo mundo da sala. Perguntei se ela concordava que eu publicasse a lista, e em poucos minutos estava procurando pelos nossos colegas no Facebook. Éramos 4 no dia em que publiquei a busca, 20/02/18, e, em menos de duas semanas, já chegamos a 15 dos 33 que somos! O interessante é que, como comentei acima, minha geração fica exatamente na linha entre os que usam e os que não usam as mídias sociais, então não é tão fácil assim encontrar pessoas que não usam o Facebook!… Mas até que estamos nos dando bem no nosso trabalho de detetives! Umas pessoas ficam fáceis de reconhecer, quer seja por uma foto, porque ela não mudou quase nada na fisionomia apesar de 40 (!) anos passados debaixo da ponte, e outras porque têm um nome marcante, ou alguém, que eu conheço, as conhece, ou elas ocupam cargos tão conceituados que são fáceis de achar na internet… Aliás hoje uma das pessoas que reencontramos está fazendo aniversário, e por coincidência, ela já morou na Alemanha, mas como não sabíamos uma da existência da outra, não nos vimos aqui! Parabéns, Sílvia! Que bom ter reencontrado você, e todos os outros colegas da nossa sala!

Aqui o nome de quem ainda está faltando para podermos completar nossa turma de oitava série do colégio SESI Benjamin Guimarães da Cidade Industrial de Contagem-MG, que se formou no ano de 1984:

Alessandro do Nascimento
Alexsandra Cristina dos Santos
Celio de Oliveira Costa
Dircilene Adriana Correa
Elias Vitor Vieira Damasceno
Elizeth Fernandes de Souza
Fausta Luiza Margarido
Ivana de Souza Martins
João Henrique de Souza Lopes
Joelma Norberta da Silva
Maria Amália Barra
Mário Lúcio Bertola Júnior
Marta Martins da Silva
Regina Lúcia de Lima
Rogerio Geraldo Maciel
Rosilene Teodora da Silva
Vânia C. de Moura
Wandercy Ferreira Fagundes

Queremos muito reencontrar vocês e, quem sabe, marcar uma festinha de confraternização em Belo Horizonte pouco antes do Natal de 2018!

Assinado: Alessandras, Amir, Caio, Edilene, Eugênio, José Geraldo, Islam, Juliana, Ronaldo, Sidney, Silvia, Simone, Úrsula e Sandra

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Tenho rugas…
Olhei para o espelho e descobri que tinha muitas rugas, em volta dos olhos, na boca, na testa.
Eu tenho rugas porque eu tive amigos… e nós rimos, mas tanto, até às lágrimas.
Eu tenho rugas porque conheci o amor que me fez espremer os olhos de alegria.
Eu tenho rugas porque tive filhos e fiquei preocupada com eles desde a concepção, mas também porque sorri para todas as suas novas descobertas e porque passei muitas noites em claro….
Tenho rugas porque eu também chorei…
Chorei pelas pessoas que amei e que foram embora, por pouco tempo ou para sempre, sabendo ou sem saber o porquê.
Tenho rugas porque passei horas sem dormir para observar os projetos que correram bem… mas também para cuidar da febre das crianças, para ler um livro ou fazer amor.
Vi lugares lindos, novos, que me fizeram abrir a boca espantada e ver os lugares antigos, antigos, que me fizeram chorar.
Dentro de cada sulco no meu rosto e no meu corpo, se esconde a minha história… se escondem as emoções que vivi… a minha beleza mais íntima.
E se apagar isso, apago a mim mesma.
Cada ruga é uma anedota da minha vida, uma batida do meu coração, o álbum de fotos das minhas memórias mais importantes!!!
Autor desconhecido

::Dia Internacional da Mulher – evento em Augsburgo, Alemanha::

09/03/2014

dia-da-mulher

Há alguns anos atrás, logo antes de me mudar para meu apartamento atual, percebi que no celeiro do prédio havia uma bomba de água e que a altura da entrada da minha garagem tinha sido alterada por alguns tijolos a mais. Ficou a dúvida de que para que tipo de serventia isso tudo teria, pergunta que foi solucionada quando um belo dia, depois de uma chuva forte, fomos alarmados pelo fato de que a garagem e nossos quartinhos no celeiros tinham sido alagados. Achei que tinha sido ironia do destino eu ter perdido um par de álbuns de fotos do final dos anos 90, como se o destino quisesse apagar algumas recordações, algumas delas um tanto quanto desagradáveis.

Mas o mundo dá muitas voltas e como diz um ditado alemão as pessoas vêem-se pelo menos duas vezes durante a vida. E foi assim que eu e o Daniel saímos ontem de casa com destino a Augsburgo, para onde tínhamos sido convidados a participar da comemoração do Dia Internacional da Mulher. Durante o caminho de trem, enquanto lia um livro autobiográfico de uma escritora, pensei que tipo de expectativas teria com relação ao encontro. Rapidamente abafei meus pensamentos, pensando que o simples fato de estar indo para um encontro que prometia muito já me bastava como expectativa, sem querer concretizar qualquer desejo específico.

O encontro, organizado por Alexandra Magalhães Zeiner, que contou com a participação especial do cônsul brasileiro e do prefeito de Augsburgo, acabou por rapidamente superar qualquer expectativa que eu pudesse ter com relação ao mesmo. Enquanto o Daniel aprendia um pouco de capoeira e desenhava com outras crianças também binacionais, nós participávamos de discursos muito interessantes e apresentações de todas as participantes e associações brasileiras, vindas dos quatro cantos do Brasil e de várias cidades da Alemanha, Áustria e Lichtenstein. A garra e a demonstração da capacidade transformadora de cada uma de nós foi motivo de inspiração e motivação para outros projetos que certamente estão por vir.

Qual não foi minha surpresa quando fui abraçada por uma pessoa em cujos olhos vi um turbilhão do meu passado, uma das minhas primeiras amigas dos primeiros anos de Alemanha, que não via há quase 20 anos!!! Assim como nos perdemos nos tropeços da vida, recebemos ontem o presente de nos reencontrarmos. Ela fazia parte de muitas daquelas fotos que foram destruídas há alguns anos atrás pelo poder da água. E o poder transformador da vida nos mostrou que assim como desencontros são possíveis, os reencontros podem ser ainda mais bonitos e motivo de felicidade instantânea.
O Dia Internacional da Mulher foi fechado com chave de ouro. Trocamos muitos livros, vendi alguns também, houve um sorteio de livros para todas as participantes, para o qual doei um meu, recebemos e demos força umas às outras, inspiramos e fomos inspiradas, cantamos, tiramos fotos, comemos quitures deliciosos do Brasil, rimos, trocamos ideias, planejamos novos projetos. Quero mais uma vez agradecer à Alexandra Magalhães Zeiner pela organização do evento e pelo convite!

Na volta de Augsburgo, com tantos horários de trem e tantas rotas para voltar pra casa, tive ainda a agradável surpresa de constatar que voltaria uma parte da viagem com minha amiga, sentada lado a lado dela, ainda tendo tempo para mais algumas risadas e trocas de fotos e de recapitulação a jato de tantos anos e experiências.
Fica um agradecimento às chances que a vida nos dá e aos acasos, que parecem aleatórios, mas que mostram que não há coincidências na vida, só momentos que mostram que tudo acontece na hora certa.

Viver
E não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser
Um eterno aprendiz

Ah meu Deus!
Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser
Bem melhor e será
Mas isso não impede
Que eu repita
É bonita, é bonita
E é bonita

(Parte da letra de “O que é, o que é? de Gonzaguinha)

::Dia da Mulher::

26/02/2014

Acabo de comprar minhas passagens pra participar do evento! Agradeço pelo convite da também autora Alexandra Magalhães Zeiner! Vai ter sorteio de um livro da “Mineirinha n’Alemanha” por lá! 🙂

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::A tradição mineira do encontro de famílias::

14/09/2008

Depois de ter soprado mais uma velinha imaginária… Hoje é domingo e o outono está chegando a passos largos. Fiquei com muita saudade da minha família vendo esta reportagem aqui.


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