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Posts Tagged ‘Direito’

::Direito trabalhista na Alemanha::

30/10/2017

Conversando com minha irmã nesse último final de semana, a informei de um direito que ela desconhecia com relação a dias de férias na Alemanha.  Comentei em seguida que entendo relativamente bem o direito trabalhista alemão e queria encontrar uma maneira de registrá-lo para que outros estrangeiros possam usá-lo em suas negociações com empregadores alemães. Saber o Direito do país é o primeiro passo para ver seus direitos se tornarem realidade! Apesar de já ter escrito alguns posts a respeito, deixo aqui esse canal para os meus leitores comentarem sobre os tópicos que gostariam de ter esclarecidos. Pretendo reunir suas perguntas com uma estrutura minha e postar com alguma frequência a esse respeito. Qual é sua dúvida pessoal, ou qual foi a maior dúvida que já teve desde que começou a se envolver com o tema “Trabalhar na Alemanha”?

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::Morre uma estrela::

21/06/2016

Quando me separei do meu ex-marido, finalmente me vi livre e voltei a ser dona da minha própria vida novamente, recuperando aos poucos minha auto-estima, meu nome, minha identidade… Foi, dentre outros, no livro desta grande escritora que descansei minha alma e juntei forças para continuar acreditando no amor, apesar de tudo. Por acaso fiquei sabendo que ela morreu ontem. E gostaria de prestar uma singela homenagem, apesar de não concordar com parte do que ela defendia. Não sou adepta nem do aborto e muito menos da eutanásia. Mas quem disse que tenho que concordar com tudo para considerar uma outra pessoa digna de respeito e admiração?

Fazendo uma pequena pesquisa na internet, descobri que há um filme baseado em um de seus maiores sucessos: Sal sobre a nossa pele, que tenho que ver! Alguém o conhece? Parece que quando esse livro foi lançado, em alemão Salz auf unserer Haut, em 1988, ele foi um escândalo e tanto!…

Que ela, Benoîte Groult, possa descansar em paz. Alguns de seus pensamentos, que devem servir para nós de lembrança de que a vida de muitas mulheres já foi muito, muito mais desigual que a nossa, mas estamos longe de atingir a sociedade egualitária que nos é de direito:

I was a Latin teacher, but being born a woman, I was considered incapable. Of course, I lived most of my married life before contraception and experienced the dark ages of illegal abortion. I had to ask my husband’s authorization to open a bank account to put in the money I had earned by my own work. And many other incapacities.

Eu era uma professora de latim, mas por ser mulher, era considerada incapaz. Claro que me casei antes da pílula anticoncepcional e experimentei a era negra do aborto ilegal. Tive que pedir licença ao meu marido para abrir uma conta de banco para guardar o dinheiro que eu recebia com o esforço do meu próprio trabalho. Além de muitas outras incapacidades.

Letzten Endes kommt es einzig darauf an, dass man seine Kinder liebt. Doch wenn man zu Hause eingesperrt ist, fängt man irgendwann an, die Kinder zu hassen. Ich hätte jeden Job angenommen, um nicht 24 Stunden am Tag auf mein Muttersein beschränkt zu sein.

No final das contas o mais importante é que amemos nossos filhos. Pois quando estamos presas às nossas casas, podemos começar a odiar nossas crianças. Eu teria aceitado qualquer tipo de trabalho para não ficar presa às atividades maternais durante 24 horas por dia.

Als ich 25 war und als Journalistin arbeitete, hatte ich immer noch kein Wahlrecht! In Deutschland konnten Frauen schon in den zwanziger Jahren wählen, das Wahlrecht für Frauen wurde in Frankreich erst 1944 eingeführt. 

Quando eu tinha 25 anos de idade e trabalhava como jornalista, não tinha o direito de voto! Na Alemanha as mulheres já tinham conquistado esse direito nos anos vinte, enquanto o direito ao voto feminino na França só foi institucionalizado em 1944.

Vermutlich muss man geraume Zeit in der Haut eines Menschen verbringen, der einem nicht ähnelt, ehe man zu dem wird, der man ist. Oder vielleicht hat man auch all diese vielfältigen Figuren in sich und muss von einer befreien, ehe man zur nächsten werden kann.

Talvez seja necessário viver a vida de outra pessoa por determinado tempo, para que possamos nos tornar quem somos. Ou talvez todas essas figuras vivam dentro de nós e temos que nos libertar de uma, para que a outra se torne realidade.

 

Groult era uma das feministas mais conhecidas da França. Enquanto François Mitterand estava no poder, ela liderou uma comissão que buscava denominações femininas para profissões até então só masculinas. Ela lutou pelo direito do aborto, da pílula anticoncepcional e mais tarde pelo direito à eutanásia.

Segundo ela mesma, Groult se tornou feminista contra sua própria vontade, porque teve muita dificuldade de ser feminina. Ela continuou como feminista, porque as mulheres alcançaram muitos avanços no âmbito privado, mas muito poucos no campo político. No começo dos anos 90 ela reconheceu que o movimento feminino estava perdendo forças. Em 1992, em Paris, ela declarou ao jornal “Stuttgarter Nachrichten” (Notícias de Estugarda), que o “feminismo estava fora de moda e o poder tinha voltado às mãos dos homens como há 20 anos atrás”.

A autora foi casada três vezes, teve um amante durante cinco décadas e no anel de seu último casamento tinha gravado, a pedido do marido que propôs um relacionamento aberto, “liberdade, igualdade e fidelidade”. Eles consideravam ser possível ter uma vida independente, inclusive sexualmente, enquanto demonstravam fidelidade em outros níveis e respeito um ao outro.

Groult morreu aos 96 anos na noite de terça-feira, 20 de junho de 2016, enquanto dormia. Como desejou, segundo informações de sua filha, sem dores. Do contrário, ela teria optado pela eutanásia, pois achava que a vida só valia a pena se pudesse ser vivida de maneira digna.

Que ela sirva de exemplo e inspiração para nós, para que não constatemos como ela, daqui a 20 anos, que não houve avanço nenhum para as mulheres. Pois, se não prestarmos atenção ao andar da carruagem, até corremos o risco de perder o que já alcançamos. Que saibamos agir nesse mundo de mídia social, onde é tão fácil aprender, elogiar e ofender, evitando toda e qualquer oportunidade onde a mulher é vendida como um produto de decoração, um ornamento bonito, um ser impensante mas bonitinho que esta ali, parado, sem voz, quieto no seu lugar, ou, no máximo, dançando como nas tardes de domingo da tevê brasileira. No dia a dia, temos que nos unir evitando piadinhas de mau gosto que denigrem a loira, logicamente burra, a dona de casa, com mãos pequenas para alcançar todo e qualquer cantinho, e tantas outras funções femininas. Dou graças a Deus por não ter vindo ao mundo na época em que uma mulher não tinha direitos que hoje são considerados óbvios, tampouco queria ter visto uma sociedade como a de Muhammad Ali, onde um negro não tinha o direito de pedir um café num bar da cidade, mas se olharmos bem para a nossa atualidade, veremos que ainda há muitas, insuportáveis aberrações, o mundo anda louco, e o machismo impera, calado e senhor de si, certo de seu poder.

P.S.: Se alguém quiser usar esta plataforma para homenagear alguma mulher, favor deixar um comentário abaixo. Eu e muitas outras leitoras, com certeza também leitores, agradecemos!

P.S.2-Por acaso, hoje, depois de 2.769 anos, uma mulher tomou o poder de Roma e será prefeita da cidade. Os nossos parabéns pra ela!

Fontes: página da autora no Facebook, reportagem da revista Spiegel e Brigitte Woman, página da Wikipedia.

::Re-nasce uma ativista – pelos direitos das mulheres, e pelo fim da cultura mundial do estupro::

14/06/2016

Desde meus tempos de universitária e aieseca não reconhecia um chamado tão claro quanto o de agora. Quanto mais leio e me informo, mais vejo que a situação da mulher no mundo ainda deixa muito a desejar. Ainda somos vítima de MUITA discriminação! Estamos ainda muitíssimo longe de existir de forma igualitária e de dividir a Terra de igual pra igual com os homens. Uma constatação triste, mas 100% verdadeira nos dias atuais, onde há casos de estupro sendo discutidos aos quatro ventos: a cultura do estupro é universal. No Brasil uma moça de 16 anos é estuprada por mais de 30 homens e estes só estão sendo julgados depois que uma delegada assumiu o caso; nos EUA uma moça foi estuprada dentro da universidade de Stanford, inconsciente, e o rapaz, reconhecido como estudante daquela universidade, bom nadador, leva pena leve de apenas seis meses (que poderia ter chegado a seis anos, por lei), porque, segundo o juiz, uma pena pior poderia ter consequências ruins para sua vida futura. Na Alemanha, a modelo Gina-Lisa Lohfink vai à Justiça contra dois estupradores, e de vítima passa a acusada, lutando no momento para não pagar uma multa de 24 mil euros por ter descrito que supõe ter sido dopada antes do estupro. O que aconteceu com ela foi em 2012, e há quatro (!) anos a fio um vídeo que os dois rapazes fizeram do estupro roda a internet e já foi clicado milhões de vezes, destruindo uma pessoa por dentro… E no Qatar uma holandesa foi estuprada, foi à Polícia e está presa no momento, pois no país o sexo é proibido antes do matrimônio… Quantas vezes mais veremos exemplos absurdos como estes???

GC

Portanto, estou buscando formas de agir em nome de minhas convicções. Re-nasce uma ativista, em idade adulta. Achei um grupo com o qual me identifiquei: Global Citizen. Se tiverem mais ideias de como podemos investir em causas atuais, agradeço pela sugestão.

Aqui o manifesto da Global Citizen traduzido agora para o português por mim:

Eu juro atuar contra leis que descriminem meninas e mulheres.

Muito poucas delas podem ir à escola ou têm acesso a um sistema de saúde, encontram um emprego que pague adequadamente ou têm direito a ser donas de terra. Eu me nego a aceitar esta desigualdade.

Uma em cada três mulheres sofrem violência durante suas vidas e milhões de meninas são casadas contra sua vontade. Mas isso não tem que ser assim.

Eu acredito em um mundo, no qual a metade da população não está submetida a leis sexistas e meninas têm a possibilidade de crescerem de forma saudável, podendo estudar e se tornar mulheres fortes.

Descriminação perante a lei é um dos maiores danos contra mulheres e meninas, pois o Estado não lhes oferece a proteção necessária. Em nome de uma igualdade de verdade não pode haver diferença entre homens e mulheres.

Mas leis não mudam sozinhas. Portanto temos que apoiar aqueles que lutam sem cessar por um mundo igualitário entre homens e mulheres, e temos que construir um movimento global. Eu declaro minha participação global ao Global Citizens e me coloco contra as leis que discriminam mulheres.

Vamos participar? Clique aqui.

::Ainda de luto::

08/01/2015

#jesuischarlie

::Trabalhe na Alemanha – dica de emprego::

05/04/2014

A GULP é a maior empresa na área de oferta de especialistas para projetos de IT-/Engineering nos países de língua alemã. A empresa está em Munique, Frankfurt, Hamburgo, Colônia e Estugarda e conta com 240 funcionários diretos. Aqui você pode ver as ofertas de emprego da empresa, algumas delas buscando pessoas também com bom conhecimento de inglês. Caso decida se candidatar para um cargo na GULP e se tornar um GULPi :-), não se esqueça de dizer que encontrou a dica aqui no meu blog e deixe um comentário para que eu possa informar meu telefone e e-mail. Pode ser que você e eu ganhemos com isso!

Caso precise de ajuda para montar seu CV e sua carta de apresentação, ou mesmo para treinar entrevistas ou negociar seu contato de trabalho, pode também contratar meus serviços profissionais aqui.

::Talvez interessante para você?::

22/11/2010

Sie erhalten diesen Veranstaltungsnewsletter, weil Sie sich beim Programm „Rückkehrende Fachkräfte“ bei CIM / ZAV registriert haben.

Wir möchten Sie auf eine Veranstaltungsreihe aufmerksam machen, die für Sie interessant sein könnte. Auch wenn Sie bereits nach Brasilien zurück gekehrt sind oder aktuell kein Interesse mehr an einer Rückkehr nach Brasilien haben, wären wir dankbar, wenn Sie diese Email an andere interessierte Brasilianer, die noch in Deutschland leben, weiterleiten würden.

***

Prezados senhoras e senhores,

Nós gostaríamos de lhe convidar para participar da nossa Palestra “Karrierestart in Brasilien / Início de carreira no Brasil”.

O intercâmbio econômico entre Alemanha e Brasil cresce rapidamente e surgem interessantes chances de trabalho.

Principalmente as empresas alemãs localizadas no Brasil buscam profissionais e contratam especialistas brasileiros que residiram na Alemanha e que concluíram uma graduação ou que adquiriram experiência profissional neste país. Estes especialistas brasileiros conhecem bem tanto o mercado profissional alemão quanto o brasileiro.

Especialmente requisitados são os profissionais com formação na área de Engenharia e Direito, Ciências Naturais, IT, Administração de Empresas e Finanças, assim como cursos profissionalizantes.

Mas também no setor de meio ambiente e ciências agrárias e no setor energético / energias renováveis profissionais são buscados com urgência.

Juntamente com o nosso parceiro no Brasil, a Câmara Brasil-Alemanha São Paulo, gostaríamos de lhe informar sobre o mercado de trabalho brasileiro e as oportunidades de reinício profissional no Brasil.

Além disso, você receberá uma abrangente visão do nosso “Programa de retorno de especialistas”.

Nos alegraremos em conhecê-lo pessoalmente em Berlim ou em Colônia.

Datas dos eventos:

Berlim:

Quando: 24.11.2010, das 16:00 às 17:30hs.

Onde: Industrie- und Handelskammer zu Berlin (im Ludwig Erhardt Haus),

im Meldelssohn – Saal (7.Etage)
Fasanenstrasse 85
10623 Berlin

Colônia:

Quando: 03.12.2010, das 14:30 às 16:00hs.

Onde: Industrie- und Handelskammer zu Köln

im Merkens – Saal (im Erdgeschoss)
Unter Sachsenhausen 10-26
50667 Köln

As palestras serão ministradas em português (Hr. Gebhardt, representante da Câmara Brasil-Alemanha São Paulo) e em alemão.

Caso deseje, ao final do evento ficaremos à disposição para uma conversa individual.

Inscrições:

Caso tenha interesse em participar do nosso evento, envie um breve confirmação para o email return@cimonline.de com o título “Karrierestart Brasilien” e a cidade onde participará, e de preferência com o seu currículo e seus contatos atuais.

O programa completo do evento poderemos lhe enviar após a sua inscrição.

Sob consulta prévia, poderemos oferecer um auxílio financeiro para a sua viagem.

Perguntas:

Para perguntas sobre este evento, nos colocamos à sua disposição:

Raiane Wettig: 069-719121 145 (em português)
Nadine Schneider: 069-719121 72 (em alemão)

Atenciosamente,

Seu time “Programa de retorno de especialistas”

Centrum für internationale Migration und Entwicklung (CIM)
Mendelssohnstraße 75-77
60325 Frankfurt am Main
Germany


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