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Posts Tagged ‘crise’

::Hitler e a crise dos refugiados::

07/10/2015

O jornal alemão Tagesspiegel cometeu ontem um faux-pas com relação ao tema mais atual da Alemanha: a crise dos refugiados. Hoje tiveram que pedir desculpas por terem misturado na primeira página uma foto de um ator alemão, que ocupa o papel principal na sátira sobre Hitler chamada “Er ist wieder da” (Ele está de volta), mostrando ao lado da foto do ator a frase “Der schon wieder” (Ele de novo…) e logo abaixo a notícia sobre a crise dos refugiados de que Angela Merkel decidiu tomar a liderança sobre esse assunto e retirá-lo da alçada do Ministro da Defesa de Maizière. Explicaram que intencionavam colocar outra notícia abaixo do artigo sobre o filme, mas em último minuto ela foi alterada pela novidade com relação à crise dos refugiados… e pediram desculpas pelo mau gosto.

Os comentários explodiram na internet, rádios e demais meios de comunicação e foram implacáveis: “exemplo de péssimo layout”, “que estagiário fez a capa do jornal desta vez?”, “Infelizmente, muito engraçado”, “o Tagesspiegel teria merecido melhor liderança durante a escolha do melhor layout para o jornal de ontem”…

Fonte: artigo do Tagesspiegel de 07/10/15.

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::A síndrome da volta pra casa::

27/03/2014

Acabo de ler uma reportagem interessante na Folha sobre como se sentem pessoas que voltam pro seu país de origem, indicada por minha amiga Aline. Você sabia que a crise dos países desenvolvidos está levando muitos brasileiros a fazerem as malas de volta para casa? Segundo o Itamaraty, 20% dos que moravam nos EUA e um quarto dos que moravam no Japão já retornaram desde o começo da recessão, em 2008. Leia a matéria completa aqui.

“A adaptação em um país diferente acontece em seis meses, já a readaptação ao país de origem demora dois anos.”
Kyoko Nakagawa

“Um português me disse não querer voltar por saber que Portugal já não estaria lá.”
Caroline Freitas

“Adicionar outros países na balança ajuda a ver que toda cultura tem pontos baixos.”
Marina Motta

Fonte: matéria “Síndrome da volta pra casa” da Folha de São Paulo de 06/03/12.

::Por que a Alemanha é diferente?::

25/01/2012

A seguir uma reportagem da Época que vale a pena ser lida. Embora nao concorde 100% com tudo o que foi escrito, há muita informacao interessante sobre a Alemanha que faz a leitura valer a pena. Confira aqui.

Fonte: Época, 23/01/2012

::Mensagem de otimismo – Crise e Oportunidade::

28/11/2011

Recebi esta mensagem da minha querida prima Lílian, que acaba de chegar no Brasil de volta de um ano na África. Obrigada, Liloca!

“Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar “superado”. Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que as soluções. A verdadeira crise, é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la.”

*Albert Einstein*

::Crise e oportunidade::

17/02/2010

“Crises sempre trazem oportunidades. Alguns choram, outros vendem lenços. Sempre será assim. Então vamos vender lenços. As crises são momentos que devemos aproveitar para refletir, mudar se necessário e aproveitar as oportunidades que surgem a cada dia.”
Gilson Cândido – PB
Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios, matéria sobre Marketing Criativo

::Crescimento no Brasil independe da crise::

25/12/2009

Recentemente, o Ministro da Economia e Tecnologia da Alemanha, Dr. Karl-Theodor zu Guttenberg esteve no Brasil, durante o 27º Encontro Econômico Brasil- Alemanha, que contou com a presença do Presidente Lula. Na ocasião, o ministro declarou que o Brasil é o maior parceiro comercial da Alemanha na América Latina, respondendo por 40% do comércio alemão com a região.

A crise financeira internacional não afeta o Brasil tão duramente como em outros países. “O Brasil foi um dos últimos países a ser afetado pela crise e pode ser agora o primeiro a contorná-la”, de acordo com um relatório da German Trade & Invest, órgão de investimento interno e de comércio internacional da República Federal Alemã. A economia e a disposição dos consumidores têm se desenvolvido muito positivamente nos últimos cinco anos. O consumo privado foi o maior destaque no crescimento da economia em 2008, contribuindo com mais de 60% para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, de acordo com a última contagem. O aumento da renda e a melhoria nas facilidades de crédito promovem o consumo. Os brasileiros gastaram 100% a mais em alimentos e 125% a mais em bebidas no período de 2002 a 2007. As vendas de cosméticos e de produtos de higiene cresceram 70%. O governo brasileiro tem tomado todas as medidas para garantir que 2009 também seja um ano de crescimento, diz o relatório.

Fonte: NürnbergMesse Brasil

::Tudo pode melhorar – Xavier Naidoo::

05/11/2009

Refrão:
Tudo pode melhorar
Devemos trazer o céu para a Terra
Tudo vai melhorar
E ninguém precisa colocar sua vida em risco
Um dos maiores tesouros da Terra

Eu quero sair desta merda aqui
Mas eu não sei como
Sair desta merda de prisão
Mas eu não sei como
Prenderam-me aqui neste canto
Porque não devo ver o resto do mundo
Eu vou sair pra passear fora desta prisão
Assim que souber para onde devo ir

(Refrão)

Mesmo que você esteja agora chorando copiosamente
Por favor não desista
Mesmo que negue agora a vida
Por favor não desista
Mesmo que tenha a impressão de que está morto
Por favor não desista
Mesmo que tudo pareça estar apodrecido
Por favor não desista

(Refrão)

Eu vejo além das fronteiras daqui
E eu sei que há mais para mim
Se isso significa que eu posso ficar livre
Faça com que eu perca a coragem se você puder
Mas eu não vou parar até conseguir sair daqui
Sim, eu nem ligo
Eu não tenho medo de enfrentar o que eles receiam

(Refrão)
Tudo vai melhorar
Por favor não desista
Não desista

Veja a letra da música em alemão/inglês aqui.

***

No sábado estamos viajando para a Índia para o casamento de um amigo. De lá vou dia 15.11 para um curso em Munique, depois conto mais sobre ele. Pode ser que eu não tenha tempo amanhã para postar, portanto vou me despedindo, deixando esta nova música do Xavier Naidoo (com a cantora Janet Grogan, que aliás também é fenomenal!). O título da música também da nome à sua turnê atual, com 14 shows na Alemanha, Suíça e Áustria. O Xavier é um dos meus ídolos, é uma pessoa abençoada que consegue transportar os questionamentos da atualidade para a música, sempre com letras contundentes. Ele consegue fazer sucesso com músicas que fazem sentido, com um forte apelo espiritual. Nesta época de crise, onde mais de 20 funcionários da France Telecom já se suicidaram por não conseguirem suportar a pressão, já que a empresa está passando pelo processo de deixar de ser pública para privada, sofrendo mudanças muito rápidas na cultura da empresa; em que os funcionários da Opel anunciaram ontem aceitar reduzir seus salários e deixar de receber gratificações em troca de seus postos de trabalho e tudo é parado hoje no último minuto pela GM, que agora não quer vender a empresa para o grupo Magna; e no meio de previsões assustadoras com relação ao aumento do número de desempregados nos próximos meses na Alemanha, logo depois do final do “Kurzarbeit” (redução de salários subsidiada pelo governo alemão), precisamos nos agarrar a uma força interna, forte o suficiente para nos impulsionar pra frente e nos fazer enxergar uma luz no fim do túnel. Temos que acreditar que tudo pode e vai melhorar.

Até logo! Tenho certeza que vou voltar com muita história pra contar!

P.S.-Durante minha ausência, meu livro pode ser comprado no Brasil através de um e-mail para minha mãe Eny, e-mail: ilha.dosol(arroba)uol.com.br, e aqui na Alemanha através d”A Livraria” em Berlim (venda também pelos Correios).

::As chances da crise e a economia alemã::

03/09/2009

Acho que a palavra do ano de 2009 aqui na Alemanha vai ser “Abwrackprämie” (o prêmio que o governo alemão ofereceu até ontem, no valor de € 2.500,00, para que os consumidores se despedissem de carros mais velhos do que 9 anos e comprassem carros novos). Até eu entrei nesta dança, apesar de saber que vou ficar com os olhos pelo menos úmidos no dia em que entregar meu Brasileirinho. Sério. Eu acho que vou sentir falta dele pra sempre… E inventaram pra tal palavra até um verbo: “abwracken, das Auto wurde abgewrackt” (o carro foi destruído). Eu prefiro dizer que o meu está morrendo, é mais gentil com ele e dói menos. Mas a iniciativa dos incentivos governamentais para fomentar a indústria automobilística chegou a fazer muito sucesso: ela foi copiada por 12 outros países no mundo.

Pois ontem o tal prêmio acabou e a indústria automobilística na Alemanha está esperando pelo pior: muito desemprego, fechamento de empresas… Afirmaram que o ano de 2010 vai ser um horror para esta indústria. O grande problema é que por causa do prêmio bastante gente comprou um carro muito antes do que teria comprado sem o empurrãozinho do governo. Assim, muitas vendas futuras desapareceram na onda da ajuda governamental. 90.000 empregos (ou pelo menos 10% do total de 750.000 empregos na area) estarão a partir de agora na corda bamba, o que atingirá não só as montadoras de carro, como também toda a indústria fornecedora por trás delas.

Para ilustrar como a crise tem afetado as pessoas dentro da Alemanha, li hoje um outro artigo na “Der Spiegel” (“O espelho”, a revista seminal que mais gosto de ler aqui na Alemanha) sobre um ex-banqueiro que foi mandado embora no começo da crise e que agora está vendendo pão com salsicha e batata frita (Wurst und Pommes) para seus ex-colegas, na região dos bancos em Frankfurt. O artigo é muito interessante, primeiro porque ninguém imaginaria que um alemão que antes negociava milhões no seu escritório no 20° andar de um arranha-céu em Frankfurt pudesse virar dono de um quiosque. Segundo, porque esta virada mostra que ele seguiu seus instintos e aquilo que realmente gosta (e não tem vergonha) de fazer, pois ele mesmo disse ter estudado aquilo que sua mãe queria, ter passado por vários empregos dos quais não gostava de verdade e afirmou nunca ter gostado de vestir os ternos que o emprego exigia, sendo que prefiria ir trabalhar de jeans, para o horror do seu chefe, tendo sempre um terno para “situações de emergência”. Ao ser despedido, levou do seu escritório somente o telefone da pessoa de quem alugou o local para seu ônibus-quiosque com lugares relativamente confortáveis para sua clientela chique e exigente. O que ele vinha querendo fazer como 2a. fonte de renda solucionou seu problema e acabou com seu desemprego, pois ele não tinha grandes expectativas de voltar a trabalhar no ramo financeiro. Agora falemos a verdade: quem imaginaria que um episódio desses fosse ser possível aqui na Alemanha?

Os institutos especialistas de mercado esperam que a economia se recupere na Alemanha no ano de 2013. Até lá, muita água vai passar debaixo da ponte.

::A verdade sobre a crise::

28/03/2009

Eu, da minha parte, já tinha pensado nisso, mas a quantia não estava tão clara assim para mim…

***

Texto atribuído ao Neto, Mentor Muniz Neto, diretor de criação e sócio da Bullet, uma das maiores agências de propaganda do Brasil, sobre a crise mundial.

“Vou fazer um slideshow para você.
Está preparado?

É comum, você já viu essas imagens antes.
Quem sabe até já se acostumou com elas.
Começa com aquelas crianças famintas da África.
Aquelas com os ossos visíveis por baixo da pele.
Aquelas com moscas nos olhos.

Os slides se sucedem.
Êxodos de populações inteiras.
Gente faminta.
Gente pobre.
Gente sem futuro.

Durante décadas, vimos essas imagens.
No Discovery Channel, na National Geographic, nos concursos de foto.
Algumas viraram até objetos de arte, em livros de fotógrafos renomados.
São imagens de miséria que comovem.
São imagens que criam plataformas de governo.
Criam ONGs.
Criam entidades.
Criam movimentos sociais.

A miséria pelo mundo, seja em Uganda ou no Ceará, na Índia ou em Bogotá sensibiliza.
Ano após ano, discutiu-se o que fazer.
Anos de pressão para sensibilizar uma infinidade de líderes que se sucederam nas nações mais poderosas do planeta.
Dizem que 40 bilhões de dóares seriam necessários para resolver o problema da fome no mundo.
Resolver, capicce?
Extinguir.

Não haveria mais nenhum menininho terrivelmente magro e sem futuro, em nenhum canto do planeta.
Não sei como calcularam este número.
Mas digamos que esteja subestimado. Digamos que seja o dobro.
Ou o triplo.
Com 120 bilhões o mundo seria um lugar mais justo.

Não houve passeata, discurso político ou filosófico ou foto que sensibilizasse.
Não houve documentário, ONG, lobby ou pressão que resolvesse.

Mas em uma semana, os mesmos líderes, as mesmas potências, tiraram da cartola 2.2 trilhões de dólares (700 bi nos EUA, 1.5 tri na Europa) para salvar da fome quem já estava de barriga cheia. Bancos e investidores…

::Nova Era::

03/03/2009

Nesses últimos dias eu tenho lido alguns artigos muito bons sobre a Era de Aquário, a Nova Era, ou pelo menos que estamos no Ano 1 do Novo Capitalismo (o que já é uma boa notícia, pois o sistema atual está quebrado e literalmente quebrando todo mundo), o fato de que não existem raças no mundo (pura invenção da história).

Se eu tivesse uma bola de cristal, mas só porque eu sou altamente curiosa, eu iria querer ver como será o mundo daqui a 10 anos, ou pelo menos daqui a 5… No final das contas, o que me deixa mais feliz é perceber que a tendência é que a humanidade caminhe para mais fraternidade e mais compreensão mútua, pois somos altamente interdependentes uns dos outros e do jeito que está não vai mais, e isso me acalma (um pouco).


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