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Posts Tagged ‘brasileira’

::Um casal jovem, a Páscoa e O Mecanismo::

01/04/2018

DAK

Um casal jovem está feliz pela chegada do seu bebê – a propaganda foi altamente criticada no Facebook por um partido de direita na Alemanha, AfD, e seus adeptos. A resposta do Philipp Awounou, um jogador de futebol e jornalista esportivo nascido na Alemanha, que se tornou alvo de um shitstorm somente por ser moreno, dentro do contexto atual do país em parte revoltado pela ajuda aos refugiados, acontece à altura (tradução livre minha do texto logo abaixo):

 

“Na realidade não tenho tempo para o palavriado populista de partidos como AfD & Co. Quem não percebe as bobagens que estão sendo veiculadas nesses grupos, não pode ser atingido com argumentação baseada em fatos. Desde há alguns dias atrás, porém, estou sendo atingido pessoalmente, e não posso deixar isso passar sem um comentário da minha parte:

Um ou outro já deve ter percebido que eu e Regina aparecemos em algumas propagandas… na realidade uma história legal, que causou muitos, muitos retornos positivos. Muito obrigado por isso!

Infelizmente, na opinião da AfD Nordwestmecklenburg eu não sou “nativo“ o suficiente. Isso levou a comentários e posts que são em tantos níveis tão errados, cretinos e maldosos, que cheguei a perder a fala:  “propaganda de estrangeiros”, “corja suja“, “assassinos“, “estupradores“, “vontade de vomitar“, “inaceitável“… li muita coisa, isso sim, para mim inaceitável, muitos erros de grafia, muita coisa em torno de um partido que no momento atinge o mesmo patamar do SPD.

Nunca poderia imaginar, nem nos meus sonhos mais longínquos, que uma foto como essa pudesse ser alvo de reações como as que li. Elas não combinam com a minha impressão pessoal sobre a Alemanha e seus cidadãos: meu dia a dia é marcado por pessoas tolerantes, de bom senso e abertas, pessoas de pele clara e escura, com passaporte alemão e estrangeiro – com o coração no local certo. Nos poucos meses em que estou sendo alvo de um ataque racista e alvo de um ataque contra estrangeiros, fico ainda mais feliz por ter amigos assim!

Portanto é importante para mim, neste post, poder agradecê-los por seus valores e normas, seu apoio e sua abertura. O fato de nós – a Regina também – termos nos tornado alvo de um ataque de direita radical me mostrou que o que acontece comigo infelizmente não é natural. E caso você mesmo seja alvo de um ataque racista: posts racistas podem ser relatados e comunicados nas mídias sociais como tais, caluniadores de direita podem ser denunciados. Eu também fiz uso desse direito.”

Philipp Awounou

°°°

Eigentlich habe ich für das populistische Gerede von AfD & Co. nicht viel übrig. Wer nicht erkennt, wieviel Unsinn da verbreitet wird, der ist mit vernünftiger Argumentation vermutlich eh nicht mehr zu erreichen. Seit einigen Tagen bin ich jedoch persönlich betroffen, und das möchte ich dann doch nicht unkommentiert stehen lassen:

Der eine oder andere wird sicher mitbekommen haben, dass Regina und Ich zurzeit auf ein paar Werbeplakaten zu sehen sind… eigentlich eine witzige Geschichte, die viel, viel nettes Feedback hervorgerufen hat. Danke dafür😉

Leider bin ich einigen Menschen, unter anderem denen von der AfD Nordwestmecklenburg (siehe Bild), offenbar nicht „einheimisch“ genug. Das hat zu Kommentaren und Posts geführt, die auf so vielen Ebenen falsch, schwachsinnig und boshaft sind, dass es mir echt die Sprache verschlagen hat: „Kanaken-Werbung“, „Drek Gesindel“, „Mörder“, „Vergewaltiger“, „zum Kotzen“, „Pfui Teufel“… viel Kram unter der Gürtellinie, viele Rechtschreibfehler, vieles rund um eine Partei, die in aktuellen Umfragen beinah gleichauf liegt mit der SPD.

Nicht einmal ansatzweise hätte ich mir vorstellen können, dass dieses Bild solche Reaktionen hervorrufen würde. Sie passen absolut nicht zu meinem persönlichen Eindruck von Deutschland und seinen Bürgern: Mein Alltag ist geprägt von toleranten, vernunftbegabten und weltoffenen Menschen, Menschen mit heller und dunkler Haut, mit deutschem oder ausländischem Pass – mit dem Herz am rechten Fleck. In den wenigen Momenten, in denen ich doch einmal mit Rassismus und Fremdenhass konfrontiert werde, freut mich das umso mehr!

Es ist mir deshalb wichtig, mit diesem Post eure Werte und Normen, euren Rückhalt und eure Offenheit zu feiern🎉 Dass wir – auch Regina – wegen einem Werbebild Zielscheibe rechter Parolen geworden sind, hat mir nämlich einmal mehr gezeigt, dass das leider nicht selbstverständlich ist. Und falls du selbst von Rassismus betroffen bist: Rassistische Posts kann man melden, rechte Hetzer anzeigen. Von diesem Recht werde auch ich Gebrauch machen.

Philipp Awounou

 

°°°

 

E hoje é dia de Páscoa e de (auto)reflexão. Para mim foi um momento especial ver uma cruz sendo decorada por crianças com tulipas coloridas, me passou o sentimento de que da escuridão pode vir a luz, a esperança (não só de dias mais claros e menos sombrios mas também de dias melhores para o nosso planeta Terra).

Não excluindo a corrupção que existe em outros países (o caso da Volkswagen e a da indústria automobilística alemã está aí pra servir de exemplo…), passei parte do meu feriado de Páscoa assistindo o seriado “O Mecanismo“ na Netflix, contando parte da história da Lava Jato em forma de ficção. Cheguei a esse seriado pelo tanto que li em mídias sociais com relação às críticas feitas com relação a ele, de que distorce fatos, que tem interesses políticos e não retrata a realidade… Bom, por ser obra de ficção e não um documentário, não me assusta o fato do seriado não ter seguido exatamente o decorrer dos fatos no Brasil. O que me assusta muito mais, e me embrulhou a barriga, me deu vontade de vomitar e de afundar a cara num buraco, pensando que esse seriado está sendo mostrado para 190 países no mundo, foi simplesmente imaginar que aquilo tudo é baseado realmente em fatos reais, o tal do mecanismo que o José Padilha quis mostrar que existe em vários níveis econômicos no nosso país, se repetindo ad infinitum em várias esferas, independentemente do partido político, da ideologia ou do tamanho do rombo… cada um rouba como e quanto pode. Mesmo não deixando de admirar a trama em si, o seriado em si como produção 100% brasileira, e o fato dele estar mostrando bons atores como a Carol Abras e o Selton Mello, que aliás fizeram suas próprias dublagem em inglês e ela não ficou nada mal!

Como um primo meu comentou, espero também que isso fique só num seriado e não vire uma novela interminável… felizmente a História dá voltas! Continuo esperando que outras Mariellas surjam na política brasileira pra ter coragem de denunciar e lutar contra o sistema, fazendo o que deveriam fazer como representantes do povo e não buscando um posto público simplesmente com o objetivo de auto enriquecimento. Alguém aí sabe se o Padilha já está rodando a segunda temporada do seriado?

P.S.-Conversando com um amigo, o André, logo depois que escrevi esse post, concluí junto dele que o joguinho de esquerda x direita no Brasil, ou democráticos x extrema direita na Alemanha, ou qualquer disputa de grupos dentro de uma determinada sociedade, é também PARTE do Mecanismo! Enquanto as pessoas se formam em grupos e se atacam entre si, eles lá em cima monopolizam o poder e fazem o que querem com ele! Não há lado ideológico quando se trata de uma sociedade, há UM povo e nós cidadãos temos que buscar aquilo que for melhor para o povo em conjunto, a sociedade em que estamos inseridos. Não podemos cruzar os braços e fazer parte do Mecanismo em prol dos mais ricos, alimentando ainda mais sua riqueza!

Meu irmão comentou também que dentre poucos meses nós brasileiros teremos a tarefa de votar naqueles que poderão mudar o quadro político brasileiro.

Que toda essa discussão em cima do seriado sirva para mudar algo pra melhor no Brasil e no mundo, e sirva de conscientização para as pessoas, acima de suas crenças políticas, de que a intenção e o caráter de um ser humano é que pode levá-lo a fazer algo bom, se ele tiver bons objetivos, agir de forma altruísta em prol da sociedade!…

Fonte: artigo da revista Der Spiegel de 31/03/18.

::Ao menos uma coisa é certa: viajar é bom demais!::

18/02/2018

fullsizeoutput_36b7Soviel ist sicher: Reisen tut immer gut! Este é o lema da fanpage da Mineirinha no Facebook, que aliás vem crescendo dia após dia, onde praticamente de forma diária publico assuntos relacionados à Alemanha. A propósito, a última publicação antes dessa foi de uma cadeia de supermercados alemã, a EDEKA, que junto de outras cadeias europeias declararam guerra à Nestlé e resolveram banir mais de 160 produtos de suas prateleiras. A Nestlé também é a mesma empresa que, junto da Coca-Cola, vem silenciosamente privatizando as fontes de água no Terceiro Mundo!… Portanto…. #boicotecocacoca #boicotenestle

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Mas a próxima viagem que acabo de planejar, também com a ajuda dos sites do Booking (hotel – aqui um link com 15 EUR de desconto!) e da Deutsche Bahn (passagem de trem), será no mês que vem, quando participarei do lançamento da “I Coletânea Internacional do Mulherio das Letras“. O livro, que será lançado em português e inglês, constará de 50 poesias de escritoras brasileiras, dentre elas uma de minha humilde autoria, todas elas com um tema comum: a PAZ. É a primeira vez que participo de uma coletânea assim e estou curiosa para rever e desvirtualizar amigos no evento de Augsburgo em 10-11/03/18, logo depois de outros eventos na mesma cidade, que acontecerão a partir do Dia internacional da Mulher no dia 08/03/18, todos organizados pela Alexandra Magalhães Zeiner e sua recém inaugurada associação Mulheres pela Paz – Frauen für Frieden e.V.

Cada viagem, quer seja ela geográfica ou imaginária, de trem, avião, S2 pés ou em algum cantinho fantástico da nossa mente, conta pelo menos um conto e acrescenta pelo menos um ponto na nossa bagagem pessoal. Vamos ver o que a próxima trará! Já estou feliz pela viagem e pela possibilidade de participar dessa coletânea! Ela também confirma que ao menos uma coisa é certa: viajar é bom demais!

::Saiu um novo livro da Mineirinha! Ou o inverso de: como se diz “enrolação” em alemão?::

10/10/2017

Para falar a verdade, eu tinha o projeto de escrever um novo livro já há muito tempo, mas fui – quase – vencida pela famosa enrolação, a em alemão tão famosa, conhecida e respeitada “Aufschieberitis” (vem do verbo “aufschieben”, que significa adiar, diferir, enfim para os mais entendidos e numa boa gíria brasileira: enrolar).

Nós, mulheres, temos 1.001 coisas na cabeça e para nós é muuuuuito fácil fazer de “b” a “z” quando na realidade sabemos claramente que deveríamos estar investindo naquele sonho importante, o “a”. Dizem que se algo nos dá muito medo, é exatamente naquilo que temos que investir, pois medos costumam esconder nossos maiores sonhos! E olha que tem bastante verdade nisso, viu?

Enfrentando meus medos de inúmeras coisas como escritora, mulher, mãe, profissional e expatriada, virava e mexia eu pensava de novo no projeto engavetado, que estava quase pronto… Comentei sobre ele com uma amiga escritora, a Isa Magalhães, e ela foi bem categórica: “lançe-o”. Mas eu sabia que não iria ser tão fácil assim…

Deixando de lado no momento algumas razões centrais da inércia temporária que explico no finalzinho do livro, e falando agora um pouco mais a nível geral, o ato de escrever para mim tem muita ligação com sentimentos. Tem muito de “timing“, de você um dia levantar da cama e afirmar: “hoje é o dia! ” E para mim, para minha satisfação pessoal e, espero, também dos meus leitores, foi no último domingo, 08/10/17, que consegui mesmo colocar a mão na massa de manhã até à noite e o novo livro saiu do forno!

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Sobre o livro:

Este livro é para mulheres, principalmente aquelas em busca delas mesmas e de uma ocupação profissional que faça a diferença em suas vidas.

Simples, concisa, de leitura rápida, mas intensa, o objetivo da obra é que a leitora faça um mergulho profundo dentro de si mesma, voltando à superfície com reflexões importantes para sua vida.

A ideia do livro surgiu da experiência de expatriada da autora, que já acompanhou vários casos de mulheres que tiveram que se reinventar profissionalmente no exterior. A autora espera que possa contribuir na caminhada dessas mulheres para se tornarem quem são de verdade.

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Talvez alguém possa estar se perguntando por que estou sendo tão sincera ao anunciar que meu novo livro demorou pra sair,  muito mais do que eu esperava… É bem simples: minha intenção é motivacional, uma mensagem direta para todos aquel@s que, como eu, já tinham se acostumado com um projeto inacabado.

Uma pergunta direta: você tem um sonho que está bem pertinho do seu coração, que você sabe exatamente qual é, mas tem até certo receio de pensar nele? Já chegou a se acostumar à ideia de deixá-lo inacabado?

Outra pergunta: como você se sente quando pensa nele?

Última pergunta (juro!): como você vai se sentir quando realizar o seu sonho?

Esses pensamentos não me davam paz quando meu projeto me vinha à cabeça…. Ficava decepcionada comigo mesma, depois ia procurar outra coisa para “tapar o buraco”, se é que você entende o que estou querendo dizer.

Dizem que há dois dias importantíssimos na sua vida: o dia em que você nasceu e o dia em que descobriu qual é sua missão nesse mundo. A minha está descrita no livro, e uma dica bem grande da direção que me guia fica no topo da minha página de consultoria Connex Consulting: sharing knowledge to help others to grow – dividindo conhecimento para ajudar outros a crescer. É isso aí, quando aqui não mais estiver, quero ter deixado uma marca no mundo de agregação, solidariedade, persistência, fé, ação, amor… e muito mais. E dei mais um passo em todas essas direções com esse novo projeto! Eu prefiro ser… essa borboleta-metamorfose ambulante!..

Espero que encontre no livro pensamentos e frases, além de muitas perguntas, que lhe levem firmemente a pensar em você mesmo, pois nesse mundo louco e interconectado estamos perdendo a capacidade de refletir sobre nós mesmos enquanto seres humanos e nos traduzir para o mundo externo. E por aí passam as pequenas e grandes alegrias do dia a dia e da nossa existência!

O livro está disponível no mundo inteiro na Amazon, mas em diferentes canais dependendo do país. NOTA IMPORTANTE: como a ideia do livro é de reflexão constante, ele recebeu o título “(Re)descobrindo Quem é Você”. Através da possibilidade da descoberta e da redescoberta, inventei de novo uma palavra dentro de uma palavra, como já tinha feito no primeiro lançamento, o “Mineirinha n’Alemanha”. Portanto,  ao procurar pelo livro na Amazon, lembre-se de adicionar os PARÊNTESIS na sua busca, ok?

Pra facilitar um pouco, abaixo alguns links:

E-book no Brasil * sem fotos pessoais, que aparentemente não puderam ser lidas pelo sistema

E-book na Alemanha * também sem fotos pessoais

Livro na Alemanha * com 9 fotos coloridas e pessoais, capa mais colorida ainda!

Ainda não tenho um canal de distribuição para a versão do livro no Brasil. Quando ele existir, aviso aqui.

Dependendo de onde você estiver no mundo, é mais fácil procurar pelo livro através do seu título, no campo de busca da Amazon, e assim você vai achar a oferta local, certo? Ele está disponível em 13 websites diferentes da Amazon, espalhados como vários canais de venda do Brasil ao Japão.

Estou bastante curiosa para receber comentários, ler e ouvir o que outras pessoas acharam depois da leitura do RQEV (isso, inventei também uma sigla para ele!). Vai lá e depois me conta, vai?!? Minha prima Lílian, que carinhosamente escreveu o prefácio do livro, já começa afirmando: “certamente, se este livro chegou até suas mãos, é porque você precisa dele! “

::Resultados da Pesquisa para a I Conferência do Gênero::

22/06/2015

Há algumas semanas atrás tinha indicado uma pesquisa aqui no blog relacionada aos temas que mais afetam a comunidade brasileira na Alemanha. Agora queria dividir o resultado com vocês. Os dois principais temas, que serão discutidos na I Conferência do Gênero em Brasília, são os seguintes:

– Preconceito e visão estereotipada da mulher brasileira, reforçada por campanhas publicitárias. A imagem da mulher brasileira sempre está ligada a sexo.

– Separação dos filhos em função de decisões judiciais locais contrárias à parte brasileira. Por falta de conhecimento das leis locais pode haver perda da guarda de menores pelos cônjuges brasileiros

Os seguintes temas ficaram em 3° e 4° lugar com a mesma percentagem:

– Doenças psicológicas, como resultado de violência física, psicológica, preconceito, isolamento social, falta de perspectiva, desamparo, desprezo

– Dificuldades financeiras em função de desavenças e/ou descaso/desamparo por parte do(a) parceiro(a)

O 5° tema também chama a atenção:

– Coerção para aceitar condições de trabalho fora da lei, abdicando de direitos trabalhistas existentes por medo de perder o emprego

O que acha dos resultados? Claro que os brasileiros que moram na Alemanha são bastante multifacetados e a pesquisa não pode ser considerada um retrato fiel da realidade, mas você considera que os principais temas foram capturados através desta pesquisa? Aguardo seu comentário abaixo!

Abaixo o resultado total:

Conferencia do Genero

::Rosas Heft – vc já virou fã?::

07/06/2015

Tem muito brasileiro sendo agente de cultura por aqui em terras germânicas, um deles é o Dago Schelin, cineasta, pai, cantor, compositor e outras coisas mais… Ele está prestes a iniciar uma campanha pra arrecadar fundos para o seu CD intitulado Rosas Heft. São músicas alemãs que eram cantadas na infância dele no Brasil e que ele agora está regravando na Alemanha com ritmos brasileiros, sambinha, bossa nova…. Tá ficando lindo! Vamos contribuir e ajudar neste projeto verdadeiramente binacional? Vire fã do projeto aqui e prepare-se pra ajudar (e, de quebra, ganhar uns presentinhos). Já tô doida pra ouvir o CD todo!… 🙂

::I Conferência sobre Questões de Gênero na Imigração Brasileira::

04/06/2015

Prezada comunidade brasileira,

Entre os dias 24 e 26 de junho de 2015 acontecerá em Brasília a

I Conferência sobre Questões de Gênero na Imigração Brasileira.

O objetivo desta conferência será o de aprofundar a discussão de temas de gênero que afetam as comunidades brasileiras no exterior.

Alguns dos pontos a serem tratados:
– violência doméstica,
– imagem estereotipada da mulher brasileira,
– questões afetas à comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros),
– disputa por guarda de menores…

Uma vez que temos na Alemanha uma comunidade significativa em relação a todos estes temas, dois representantes, um membro do Conselho de Cidadãos Brasileiros de Munique e um do Conselho de Berlim, participarão desta conferência. Espera-se que com a conferência sejam implementadas iniciativas que beneficiem a vida do brasileiro no exterior e fomentem sua integração.

Todos os brasileiros residentes na Alemanha poderão dar a sua opinião através da pesquisa a seguir, bem como sugerir temas a serem tratados na I Conferência sobre Questões de Gênero na Imigração Brasileira.

Para participar da pesquisa, clique no seguinte link. Contribua com sua opinião pessoal e divulgue a pesquisa entre seus amigos e nas mídias sociais! Obrigada de antemão e um bom feriado!

::I Conferência sobre Questões de Gênero na Imigração Brasileira::

31/05/2015

Entre os dias 24 e 26 de junho de 2015 acontecerá em Brasília a

I Conferência sobre Questões de Gênero na Imigração Brasileira.

O objetivo desta conferência será tratar e discutir os temas de gênero que abrangem as comunidades brasileiras no exterior.

Alguns dos pontos a serem tratados:
– violência doméstica;
– imagem estereotipada da mulher brasileira;
– guarda de menores;
– saúde feminina;
– tráfico de seres humanos…

A Alemanha vai participar desta conferência através do Conselho de Cidadania, por ser uma comunidade significativa em relação a todos estes temas. Espera-se que com a conferência sejam implementadas iniciativas que beneficiem a vida do brasileiro no exterior e fomentem sua integração.

Todos os brasileiros residentes na Alemanha poderão dar a sua opinião através da pesquisa a seguir, bem como sugerir temas a serem tratados na I Conferência sobre Questões de Gênero na Imigração Brasileira.
Para participar da pesquisa, clique no seguinte link.

Agradecemos por sua participação!

::Saldo de dois shows – Gilberto Gil & Ed Motta::

02/11/2014

Ir a um show de um artista brasileiro no exterior tem um significado diferente do que teria se estivéssemos ainda no Brasil. É um misto de voltar às origens, encontrar pessoas que falam a nossa língua, que potencialmente vão cantar as mesmas músicas que queremos cantar, é uma oportunidade para rever amigos e, quem sabe, fazer novos. De qualquer maneira, é um momento de lazer, misturado a um momento de instropecção, de encontro conosco mesmo. É um momento onde achamos que estamos meio em casa, apesar de tão longe. Entramos numa bolha imaginária e queremos…. cantar, dar asas à nossa alma.

Nem sempre isso é possível – ainda mais se formos a um show em Zurique, que ainda que possa ser um pouco estranho, é a maior cidade europeia mais próxima da minha casa, que moro no extremo sul da Alemanha. No show do Gilberto Gil, por exemplo, que ganhei de presente das minhas amigas brasileiras aqui de perto de casa (mais uma vez: obrigada!), o público foi selecionado pelo preço das entradas. E com esta seleção, vieram as exigências do mesmo. Aqueles que pagaram caro para assistir de perto uma lenda da música brasileira, estavam sentados, bem de frente ao cantor. Muitos deles eram casais bi-nacionais, eram praticamente uma mistura de 50% de brasileiros e 50% de suíços. Resultado: os suíços que pagaram caro para assistir o show de pertinho ficavam reclamando o tempo todo dos brasileiros, chamando a atenção deles, pedindo que se calassem para que eles pudessem apreciar a arte do cantor… enquanto o Gilberto Gil pedia participação, esperava que o público cantasse com ele… Foi assim o tempo todo. O lado bom foi que eu estava no meio da galera em pé e, pelo menos onde eu estava, eu podia cantar. E cantei… O Gilberto Gil parecia um velhinho feliz, com um sorrisão estampado no rosto, um violão na mão e a certeza de que não devia nada a ninguém. E cantou… e maravilhou o público. Cantou velhos sucessos e apresentou alguns novos. A maioria deles, claro, em português, falando um bom inglês para se comunicar com o público. “Rio, rio, rio, rio e choro, choro e rio…

Ontem foi o show do Ed Motta, também em Zurique. O público era jovem e parecia querer dançar. Ninguém estava lá para “podar” ninguém. Eu, da minha parte, fui pra lá com duas músicas fixas dele na minha cabeça. Queria ouvir e cantar, por exemplo “Manuel”, sucesso antigo, mas mais atual do que nunca… “Se eu fosse americano/um político minha vida não seria assim, hé, hé…” Sabia que o Ed Motta tem uma coleção de 30.000 discos em sua casa, que sua influência é de muita música estrangeira, de grandes nomes do jazz, pop e soul internacional, tinha ouvido o último CD dele e notado que ele estava cantando muito em inglês, mas acreditei que ele saberia dividir a atenção do público entre sua nova e antiga arte, misturando músicas em inglês com português. Errei: ele quase só cantou em inglês. ..Cantou muito bem – diga-se de pasagem, com aquele vozeirão inacreditável, aquela dádiva de Deus – e interagiu muito bem com o público, trouxe excelentes artistas consigo (que não puderam mostrar seu potencial porque a baixa qualidade da aparelhagem do som não deixou), fez uma sessão de beat box linda, mas cantou quase que 100% só em inglês. Cantou música dele, cantou música de Deus e o povo. Mas deixou seus próprios sucessos em português de lado. O show foi chegando ao fim e as minhas esperanças também, junto dele.

No final do show, realizei que teria mesmo que voltar pra casa e buscar em vídeos do YouTube as músicas que queria tanto ter ouvido ao vivo, pensei que eu tinha ficado na linha do tempo, que a arte dele tinha avançado, enquanto eu conhecia e queria ter ouvido os sucesssos antigos dele. Comentei com minha amiga, a Chris, com quem tinha ido ao show, e ela não me deu razão. Seu argumento foi que se ele cantou sucessos antigos americanos, de 20-30 anos atrás, por que não haveria de poder cantar seus próprios sucessos em português? E sabe que ela tinha razão?!? Bom,a turné dele ainda não acabou na Europa. Espero que ele cante alguns de seus sucessos por aí!… Pra mim, fiquei com uma admiração ainda maior pelo artista, mas saí dali de Zurique com um gostinho de quero mais. Quero mesmo é poder ir a um show de um artista brasileiro no exterior e comungar com outros e comigo mesma minha cultura.

No Facebook do artista, achei um pouco uma explicação para tanto inglês (também no show): “Eu publico em inglês porque estou numa tour entre USA e Europa. Tirando Portugal ninguém fala português… Preciso me comunicar com um número maior de pessoas. O inglês é língua universal, o mundo inteiro fala ou se esforça. O Brasil não se esforça para nada fora da zona de comforto. Eu só leio em inglês, não leio NENHUMA publicação brasileira faz muitos e muitos anos. Eu sonho em inglês etc. O mundo como conhecemos fala inglês.” Post de 01.11.14, Record Collector Magazine

Com vocês, Ed Motta:

::Detonautas em uma noite ida e volta::

18/08/2014

Comprei uma passagem pros Detonautas
E passei a noite toda conhecendo a arte deles
Só parei de ouvir
Lá pelas altas…

Ouvi música, vi vídeo, vi show inteiro
Vi música no banheiro
Vi os caras envelhecendo

Passei a admirar e respeitar o Tico Santa Cruz
E lamentei a morte do Rodrigo Netto
Ave, putz!…

Da mesma forma que os integrantes da banda se conheceram,
pela internet,
os achei no mural de um leitor do Mineirinha no FB
E dividi com eles uma noite de agosto de 2014

Salve Detonautas!
Ainda há música com som e letra de conteúdo
A Legião Urbana e muitas outras bandas de rock brasileiras
Batem no coração de vocês
Ativistas e sensíveis
Salve

Eles foram ao Japão
Fizeram mobilização
Contra a violência, para a paz
Será que um dia vão cair de pára-quedas na Alemanha?
O Cazuza ainda vive nas veias desses caras
Salve, obrigada!
Boa noite pra vocês
Vida longa

Expatriada que sou
Perco anos e acontecimentos
Fico estarrecida com imagens da TV
Descubro o que todo mundo já conhece
E, depois de vários anos,
Vejo o que todo mundo vê

°°°

Tico por Tico Santa Cruz, tirado do Blog Clube da Insônia:

O que esperam de você?
Uma barriga de tanquinho?
Um diploma na parede de casa?
Dentes super brancos?
Cabelos descolados?
Um carro bem bacana.
Roupas pela marca.
Selfies paradisíacas.

E o que espero eu dos outros?
Que me aceitem como sou.
Que compartilhem de meus pensamentos?
Que sorriam junto comigo.
Que enxerguem o que tenho por dentro
Uma postura de respeito.
Idéias bem construídas.
Que ouçam musicas boas.
Que lutem por seus direitos.
Que sejam felizes com o suficiente pra que não despejem suas frustrações em cima dos outros.
Que me amem pelo que faço.
Que me odeiem pelo que viram e não pelo que ouviram falar.

E o que esperamos do mundo?
Mais tolerância
Mais coerência
Menos implicância
Menos diferenças
Mais compreensão
Mais boa vontade
Que ofereçam condições pra que não precisemos de caridade.

E o que esperamos para depois que partirmos daqui?
Um céu?
Um inferno?
Deus nos esperando na porta do paraíso?
O Diabo te segurar pra não largar nunca mais.
Encontrar aqueles que partiram antes.
Absolutamente coisa nenhuma.
Quais dessas você prefere escolher?

Talvez o segredo seja não esperar nada nem do mundo e nem de ninguém, para que cada acontecimento seja uma grata surpresa.
Mas quem aguenta viver sem esperar por algo ou alguém?
Não passa de um pensamento passageiro…
Mas que vale a pena ser pensado, nem que seja apenas pelo
exercício do passeio.

°°°

Também tirado do blog do Tico Santa Cruz, artigo de 21/09/2011:

Difícil não ser corrupto num país onde quem é honesto é otário.

Difícil não se curvar a tal comportamento, onde quem levanta a voz contra, se torna chato.

Contudo, a corrupção está condicionada principalmente a certeza de que o ato não será punido. Tanto na atitude corrupta do dia dia, quanto nos pequenos deslizes que todos nós cometemos.

Entender que numa escala de poder, onde as decisões afetam milhares de pessoas e perceber que num país super tributado como o nosso, onde os impostômetros passam de bilhões e dariam tranquilamente para suprir TODAS as necessidades GARANTIDAS pela constituição, mas que isso não acontece em função do ROUBO dessas verbas, é entender que a violência, a falta de infra-estrutura, o descaso com a formação de novos indivíduos e a falta de segurança e dignidade são consequências da corrupção.

No entanto, observamos pelos meios de comunicação, principalmente nos últimos 15 anos, que os corruptos vem sendo desmascarados. Que suas falcatruas estão vindo a tona. Que os órgão responsáveis pelas investigações, estão atuando de maneira eficiente, porém esbarram numa instância ainda mais importante e que a meu ver, é a PRINCIPAL responsável pela manutenção desse sistema corrupto e tolerante. A JUSTIÇA.

No tribunal que se configura o incentivo e a banalização desse tipo de atitude. Quando alguns importantes Magistrados, optam por interpretar a lei SEMPRE A FAVOR DOS CORRUPTOS. O Brasil nunca puniu exemplarmente um assaltante de verbas públicas. O STF nunca mandou para a cadeia e manteve por lá, autoridades, políticos, empresários, gente de pedigree, que sustenta e alimenta a máquina que faz com que nosso país seja visto pelo mundo como um dos mais CORRUPTOS do planeta.

A Justiça não é igual e nem cega. Basta acompanhar o mínimo dos noticiários para observar o quanto muitos de nossos juízes, desembargadores e outros agentes do judiciário são coniventes com os ladrões do colarinho branco.

Aqueles que ousam desafiar o poder SUPREMO, acabam muitas vezes afastados de seus cargos ou relegados a funções que não lhes cabem.

Aí entra a OMISSÃO. De uma sociedade que tem preguiça de lutar por seus direitos. Que não quer assumir o compromisso de batalhar por um Brasil mais honesto, mais digno, mais respeitável.

Talvez por estar tão acostumado e acomodado, que prefere arrumar mil desculpas para jogar a responsabilidade nos outros, a ter de sair de seu lar, para fazer pressão contra essa baderna.

A conivência da sociedade com este comportamento corrupto esta em nossas entranhas. Não é cultural. É físico, é mental, é religioso.

É o cidadão que brada de que nada disso adiante e ignora a HISTÓRIA DO MUNDO, onde as mudanças e as conquistas mais importantes se deram por força popular nas ruas.

É mais fácil fazer uma caridade e abrandar sua culpa, do que ir para as ruas na luta por JUSTIÇA.

De modo que, ontem, foi uma grande vitória movem 2 mil pessoas para o centro da cidade e ver alguns poucos artistas disponíveis para oferecer sua voz de protesto, tão importante. Uma classe que influencia milhares, mas que não se preocupa com o bem que pode fazer ao unir forças com o povo. A classe VIP.

Muito pouca gente envolvida, se contarmos o número de pessoas que se mobilizam para as grandes festas. Mas, um bom recomeço.

Corrupção, Impunidade e Omissão, andam de braços dados.

Ainda tenho fé.

::Agora o mundo vai ter que agüentar – um pouco do que se noticia sobre o Brasil no estrangeiro na atualidade – reportagem do jornal alemão Die Welt de 22/05/14::

25/05/2014

O argumento desta reportagem até é interessante, mas ainda assim eu espero que a Copa seja sim uma oportunidade para o brasileiro mostrar para o resto do mundo que somos hospitaleiros e sabemos receber bem todos os povos, de todas as raças, em nossa casa. Além do evento ficar mais positivo para o mundo, isso também pode gerar renda mais tarde para o país, a exemplo da Alemanha depois da Copa de 2006. Ainda que, pelo que eu ouvi dizer, uma camiseta do Brasil esteja custando 250 reais e que se possa comprar uma camiseta da Fifa com as cores do Brasil num supermercado alemão por poucos euros, mesmo não sendo a camiseta oficial da Seleção, a alegria do nosso povo é intrínseca, espero eu, e há de predominar. A reportagem é de autoria de Thomas Fischermann.

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Agora o mundo vai ter que agüentar – a Copa no Brasil não vai ser sinônimo de festa. O anfitrião está ocupado com outras coisas mais importantes

É necessário colocar as cartas na mesa: os brasileiros estragaram a Copa. Para si próprios e para o resto do mundo. Os estádios, hotéis e a infraestrutura irão funcionar de forma razoável dentro de três semanas, mas a animação já se foi. Há poucos brasileiros andando no país com camisetas verde-amarelas da Seleção, a decoração nas ruas com relação à Copa está muito pouca e é mais resultado de fontes oficiais do que da manifestação do povo como demonstração de alegria de que o evento está para chegar. Ao lado do estádio onde será iniciado o evento em São Paulo se instalou um acampamento de opositores da Copa do Mundo. “Não vai ter Copa”, está é a solução batalhadora de muitos dos manifestantes que foram às ruas durante a semana passada em mais de 20 cidades.

Isso é muito fácil de ser mal interpretado. A grande maioria dos brasileiros não tem na realidade nada contra a Copa do Mundo. Ela tem, acima de tudo, algo contra si própria.

Os brasileiros altamente indignados quase não conseguem suportar como seu país está sendo visto pelo mundo todo de forma cruel antes do início da Copa. Isso vai também ocorrer, supõe-se, com os visitantes durante a Copa. A revista inglesa The Economist montou a imagem de um foguete em forma do Cristo Redentor prestes a se desintegrar e a revista alemã Der Spiegel colocou na sua capa a imagem de uma bola de fogo caindo de forma meteórica sobre o Pão de Açúcar, enquanto o telhado do estádio de São Paulo, que ainda não está pronto, chamou a atenção através de manchetes de jornal pelo mundo todo.

Daí seguiu uma reação comumente conhecida no Brasil: “Nós não temos ligação nenhuma com a Copa! Não damos a mínima para ela!“

Esta pode ser a razão pela qual se perceba tão pouca euforia no país do futebol poucas semanas antes do início da Copa.

Mas isto é só uma parte da história, porque a afirmação de que “não damos a mínima para a Copa“ não foi a única reação à mísera preparação do evento. Mesmo que os brasileiros não gostem de ficar tendo sua orelha sendo puxada por causa dos atrasos nas obras da Copa, desde junho do ano passado uma coisa muito importante mudou: a crítica ao estado geral do país – à má distribuição de renda, aos excessos burocráticos e à corrupção, ao estado das escolas e dos hospitais, aos investimentos mal feitos e à polícia brasileira – é exercida pelos cidadãos de forma aberta, da forma mais frequente como nunca antes acontecido.

Há um ano atrás os brasileiros surpreenderam a si próprios com o fato de que milhões de pessoas foram às ruas; uma nova cultura de protestos se formou e também uma cultura do debate político. As preocupações e expectativas são, desde então, expressamente comunicadas, e os políticos se sentem obrigados a reagir a elas. Há várias razões para isto, e o fato do mundo estar de olhos voltados para o país por causa da Copa do Mundo foi uma das menos importantes. A classe média, bem educada e moradora dos grandes centros urbanos não aceita mais a má administração pública e não quer receber só promessas dos políticos, como acontecia no passado.

Ao mesmo tempo, os representantes da classe média baixa, que acabaram de deixar a linha da pobreza, deixam seu papel de servidores das classes superiores. Eles lutam por melhoras econômicas e para que sejam ouvidos pelos políticos. Esta é a dinâmica que dá base aos protestos recentes no país.

Em outras palavras: no meio de acusações internacionais e decepções, o Brasil está no momento dando um grande passo para a frente. O crescimento econômico rápido dos últimos anos, que vai continuar no mais tardar com a próxima alta das matérias-primas, liberou forças para a sociedade.

Tanto os ambiciosos que ganharam economicamente quanto os insatisfeitos entre os que melhoraram de vida vêem seu país como um campo de obras. E também percebem a possibilidade de crescimento econômico dentro de um país em desenvolvimento não só como algo que se subentende como algo existente, mas também como um projeto, pelo qual eles têm que lutar.

O dano colateral é que os brasileiros vão mostrar para o mundo uma Copa do Mundo meio sem graça. É possível aceitar este fato, se sabemos que isso acontece em nome de algo mais importante.

Fonte: Jornal Die Welt, reportagem de 22/05/14.


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