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Posts Tagged ‘Brasil’

::Um casal jovem, a Páscoa e O Mecanismo::

01/04/2018

DAK

Um casal jovem está feliz pela chegada do seu bebê – a propaganda foi altamente criticada no Facebook por um partido de direita na Alemanha, AfD, e seus adeptos. A resposta do Philipp Awounou, um jogador de futebol e jornalista esportivo nascido na Alemanha, que se tornou alvo de um shitstorm somente por ser moreno, dentro do contexto atual do país em parte revoltado pela ajuda aos refugiados, acontece à altura (tradução livre minha do texto logo abaixo):

 

“Na realidade não tenho tempo para o palavriado populista de partidos como AfD & Co. Quem não percebe as bobagens que estão sendo veiculadas nesses grupos, não pode ser atingido com argumentação baseada em fatos. Desde há alguns dias atrás, porém, estou sendo atingido pessoalmente, e não posso deixar isso passar sem um comentário da minha parte:

Um ou outro já deve ter percebido que eu e Regina aparecemos em algumas propagandas… na realidade uma história legal, que causou muitos, muitos retornos positivos. Muito obrigado por isso!

Infelizmente, na opinião da AfD Nordwestmecklenburg eu não sou “nativo“ o suficiente. Isso levou a comentários e posts que são em tantos níveis tão errados, cretinos e maldosos, que cheguei a perder a fala:  “propaganda de estrangeiros”, “corja suja“, “assassinos“, “estupradores“, “vontade de vomitar“, “inaceitável“… li muita coisa, isso sim, para mim inaceitável, muitos erros de grafia, muita coisa em torno de um partido que no momento atinge o mesmo patamar do SPD.

Nunca poderia imaginar, nem nos meus sonhos mais longínquos, que uma foto como essa pudesse ser alvo de reações como as que li. Elas não combinam com a minha impressão pessoal sobre a Alemanha e seus cidadãos: meu dia a dia é marcado por pessoas tolerantes, de bom senso e abertas, pessoas de pele clara e escura, com passaporte alemão e estrangeiro – com o coração no local certo. Nos poucos meses em que estou sendo alvo de um ataque racista e alvo de um ataque contra estrangeiros, fico ainda mais feliz por ter amigos assim!

Portanto é importante para mim, neste post, poder agradecê-los por seus valores e normas, seu apoio e sua abertura. O fato de nós – a Regina também – termos nos tornado alvo de um ataque de direita radical me mostrou que o que acontece comigo infelizmente não é natural. E caso você mesmo seja alvo de um ataque racista: posts racistas podem ser relatados e comunicados nas mídias sociais como tais, caluniadores de direita podem ser denunciados. Eu também fiz uso desse direito.”

Philipp Awounou

°°°

Eigentlich habe ich für das populistische Gerede von AfD & Co. nicht viel übrig. Wer nicht erkennt, wieviel Unsinn da verbreitet wird, der ist mit vernünftiger Argumentation vermutlich eh nicht mehr zu erreichen. Seit einigen Tagen bin ich jedoch persönlich betroffen, und das möchte ich dann doch nicht unkommentiert stehen lassen:

Der eine oder andere wird sicher mitbekommen haben, dass Regina und Ich zurzeit auf ein paar Werbeplakaten zu sehen sind… eigentlich eine witzige Geschichte, die viel, viel nettes Feedback hervorgerufen hat. Danke dafür😉

Leider bin ich einigen Menschen, unter anderem denen von der AfD Nordwestmecklenburg (siehe Bild), offenbar nicht „einheimisch“ genug. Das hat zu Kommentaren und Posts geführt, die auf so vielen Ebenen falsch, schwachsinnig und boshaft sind, dass es mir echt die Sprache verschlagen hat: „Kanaken-Werbung“, „Drek Gesindel“, „Mörder“, „Vergewaltiger“, „zum Kotzen“, „Pfui Teufel“… viel Kram unter der Gürtellinie, viele Rechtschreibfehler, vieles rund um eine Partei, die in aktuellen Umfragen beinah gleichauf liegt mit der SPD.

Nicht einmal ansatzweise hätte ich mir vorstellen können, dass dieses Bild solche Reaktionen hervorrufen würde. Sie passen absolut nicht zu meinem persönlichen Eindruck von Deutschland und seinen Bürgern: Mein Alltag ist geprägt von toleranten, vernunftbegabten und weltoffenen Menschen, Menschen mit heller und dunkler Haut, mit deutschem oder ausländischem Pass – mit dem Herz am rechten Fleck. In den wenigen Momenten, in denen ich doch einmal mit Rassismus und Fremdenhass konfrontiert werde, freut mich das umso mehr!

Es ist mir deshalb wichtig, mit diesem Post eure Werte und Normen, euren Rückhalt und eure Offenheit zu feiern🎉 Dass wir – auch Regina – wegen einem Werbebild Zielscheibe rechter Parolen geworden sind, hat mir nämlich einmal mehr gezeigt, dass das leider nicht selbstverständlich ist. Und falls du selbst von Rassismus betroffen bist: Rassistische Posts kann man melden, rechte Hetzer anzeigen. Von diesem Recht werde auch ich Gebrauch machen.

Philipp Awounou

 

°°°

 

E hoje é dia de Páscoa e de (auto)reflexão. Para mim foi um momento especial ver uma cruz sendo decorada por crianças com tulipas coloridas, me passou o sentimento de que da escuridão pode vir a luz, a esperança (não só de dias mais claros e menos sombrios mas também de dias melhores para o nosso planeta Terra).

Não excluindo a corrupção que existe em outros países (o caso da Volkswagen e a da indústria automobilística alemã está aí pra servir de exemplo…), passei parte do meu feriado de Páscoa assistindo o seriado “O Mecanismo“ na Netflix, contando parte da história da Lava Jato em forma de ficção. Cheguei a esse seriado pelo tanto que li em mídias sociais com relação às críticas feitas com relação a ele, de que distorce fatos, que tem interesses políticos e não retrata a realidade… Bom, por ser obra de ficção e não um documentário, não me assusta o fato do seriado não ter seguido exatamente o decorrer dos fatos no Brasil. O que me assusta muito mais, e me embrulhou a barriga, me deu vontade de vomitar e de afundar a cara num buraco, pensando que esse seriado está sendo mostrado para 190 países no mundo, foi simplesmente imaginar que aquilo tudo é baseado realmente em fatos reais, o tal do mecanismo que o José Padilha quis mostrar que existe em vários níveis econômicos no nosso país, se repetindo ad infinitum em várias esferas, independentemente do partido político, da ideologia ou do tamanho do rombo… cada um rouba como e quanto pode. Mesmo não deixando de admirar a trama em si, o seriado em si como produção 100% brasileira, e o fato dele estar mostrando bons atores como a Carol Abras e o Selton Mello, que aliás fizeram suas próprias dublagem em inglês e ela não ficou nada mal!

Como um primo meu comentou, espero também que isso fique só num seriado e não vire uma novela interminável… felizmente a História dá voltas! Continuo esperando que outras Mariellas surjam na política brasileira pra ter coragem de denunciar e lutar contra o sistema, fazendo o que deveriam fazer como representantes do povo e não buscando um posto público simplesmente com o objetivo de auto enriquecimento. Alguém aí sabe se o Padilha já está rodando a segunda temporada do seriado?

P.S.-Conversando com um amigo, o André, logo depois que escrevi esse post, concluí junto dele que o joguinho de esquerda x direita no Brasil, ou democráticos x extrema direita na Alemanha, ou qualquer disputa de grupos dentro de uma determinada sociedade, é também PARTE do Mecanismo! Enquanto as pessoas se formam em grupos e se atacam entre si, eles lá em cima monopolizam o poder e fazem o que querem com ele! Não há lado ideológico quando se trata de uma sociedade, há UM povo e nós cidadãos temos que buscar aquilo que for melhor para o povo em conjunto, a sociedade em que estamos inseridos. Não podemos cruzar os braços e fazer parte do Mecanismo em prol dos mais ricos, alimentando ainda mais sua riqueza!

Meu irmão comentou também que dentre poucos meses nós brasileiros teremos a tarefa de votar naqueles que poderão mudar o quadro político brasileiro.

Que toda essa discussão em cima do seriado sirva para mudar algo pra melhor no Brasil e no mundo, e sirva de conscientização para as pessoas, acima de suas crenças políticas, de que a intenção e o caráter de um ser humano é que pode levá-lo a fazer algo bom, se ele tiver bons objetivos, agir de forma altruísta em prol da sociedade!…

Fonte: artigo da revista Der Spiegel de 31/03/18.

::HERstory: calendário de Mulheres que fizeram/fazem História::

25/03/2018

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Voltei de Augsburgo com um exemplar da coletânea da qual participei, onde 50 escritoras brasileiras espalhadas pelo mundo escreveram poemas e contos sobre a paz. O livro foi editado de forma bilíngue, em português e em inglês. Ficou lindo e está sendo emocionante participar desse movimento de mulheres pensantes em prol do direito de expressão através da palavra escrita!

Em Augsburgo, revi amigas, tais como Alexandra Magalhães Zeiner, da associação Mulheres pela Paz, e Angélica Dias Müller, da Imbradiva, além de ter tido o imenso prazer de conhecer a representante do Mulherio das Letras vinda do Brasil para o lançamento da I Coletânea Internacional Mulherio das Letras, Vanessa Ratton. Durante os dias de 10 e 11 de março de 2018, participei de dois eventos, uma noite de comunhão de culturas no Café Neruda, e um brunch multicultural na biblioteca de Göttingen, onde apresentamos fotos, poemas, livros e ideias em português e em alemão. Tive a imensa honra e oportunidade de apresentar e ler um conto da minha querida tia, Aracy Miranda Costa, uma de minhas musas inspiradoras, também escritora, que deixou este mundo muito inesperadamente em agosto de 2016. Li um conto do livro “Causos” para Rir e Casos para Refletir, que ela lançou em 2014 junto da minha mãe. Vendi livros dela, meus, conheci muita gente legal, troquei, inspirei, fui inspirada. Voltei pra casa com uma mala e uma alma mais leves! Com um calorzinho bom no coração!

No dia do brunch plantei a sementinha de um novo projeto. Aqui no blog sempre comentei de mulheres fortes, e que como sempre tive a impressão de que mulheres fortes são facilmente esquecidas ao longo da História, como se ela fosse mesmo só HIStory, a História dos homens. Comentei sobre isso com a Vanessa, e como um calendário que tenho lido todo dia no trabalho, que comprei e me presenteei e me mostra a cada dia a trajetória de uma mulher de fibra no mundo, ainda viva ou não, tem me deixado constantemente inspirada e pensativa sobre o lugar da mulher no mundo.

Daí surgiu a ideia de fazermos um calendário assim em português, pra homenagear mais mulheres, vivas ou não, que fizeram e fazem História. Isso aconteceu poucos dias antes do assassinato da Marielle Franco no dia 14 de março de 2018, e ela certamente fará parte do nosso calendário! Assistindo videos e conhecendo um pouquinho da grande mulher, socióloga, política e agente de mudança na luta pelos Direitos Humanos que foi Marielle, cheguei à trajetória de outra mulher incrível: Audre Lorde.

Ficaria imensamente grata se deixassem no comentário mais nomes para serem homenageados em nosso calendário, que será um projeto conjunto, meu e da Vanessa. Uma homenagem puxa a outra e a certeza de que:

“Eu não serei livre enquanto houver mulheres que não são, mesmo que suas algemas sejam diferentes das minhas.”

Audre Lorde

P.S.-Lendo e me informando sobre Audre Lorde, me deparei com outra mulher inspiradora, a Joseanair Hermes que atua na Cáritas do Paraná, Brasil. Leiam o que ela tem a dizer! Tudo a ver com o que acabo de escrever agora, na mesma linha de pensamento e empoderamento feminino!

::O dia em que eu ia completar 25 anos de Alemanha…::

05/03/2018

O dia em que eu ia completar meus 25 anos morando na Alemanha chegavam a passos largos e eu não sabia direito como iria lidar com essa data, 01/03/18… Ficava me perguntando se iria sair inspiração para escrever um poema naquele dia significativo? Iria publicar fotos históricas, de quando cheguei na Alemanha, nos idos de 1993? Iria contar um caso, ou um causo dos meus primeiros e inúmeros tropeços durante os primeiros meses e anos na Alemanha?

Nada disso saiu, muito ficou na cabeça, como planejado. Do contrário, uma coisa que já vinha alimentando há tempos criou força e nasceu de supetão. Outro dia estava comentando com a Alessandra, minha amiga há 40 anos, que adoraria rever nossa sala de colégio! De tantos, tinha sobrado só um grupo de 4 pessoas das quais eu sabia o paradeiro e um dia eu e ela ficamos um tempo tentando nos lembrar dos sobrenomes dos nossos colegas de sala, algo que naquela época não tinha importância nenhuma para nós. A importância era dada só para os apelidos dos nossos colegas, Tandinha, Sandrinha… e nos concentrávamos em saber no máximo os primeiros nomes dos colegas. No mais, Gerais.

Do contrário, aqui na Alemanha aprendi rapidamente a importância dos sobrenomes. E também de saber explicar mais ou menos minha ascendência, algo incerto para mim e para tantos outros brasileiros. Entendi que dois sobrenomes ou mais chegam a ser complicados para os alemães, ainda assim achando mais justo o nosso jeito de fabricar nomes, composto com parte do nome da mãe e do pai, como claro subproduto e originário de duas pessoas. Lembrei agora do dia que o nosso professor de matemática nos deu aula sobre interseção, mostrando seu nome e o da esposa, com o resultado do nome do filho: Levi + Maria = Levimar.

Outra coisa que tem aqui na Alemanha e da qual chego a ter uma certa inveja (branquíssima!) é o cuidado que têm para manter tradições. É comum por exemplo as pessoas se reencontrarem para rever seus amigos de colégio e comemorar 10, 20, 30, 40 ou 50 anos de formados. No Brasil, do contrário, perdemos todos os contatos: ninguém é obrigado a registrar onde mora, as mulheres se casam e alteram seus sobrenomes, e a loucura do dia a dia faz o restante, com o resultado de que ninguém sabe mais de ninguém e fica por isso mesmo. Além de tudo isso, minha geração vem de antes da internet, ninguém tinha ninguém como amigo em nenhuma rede social e uma pessoa sabia da outra ou porque manteve o contato mesmo, ou porque conhece alguém, que conhece a pessoa. É bem na base da sorte ou da coincidência!

Pois bem, poucos dias antes de eu completar os 25 anos de Alemanha, no finalzinho de fevereiro, a Alessandra me enviou por WhatsApp uma lista completa com nomes e sobrenomes de todo mundo da sala. Perguntei se ela concordava que eu publicasse a lista, e em poucos minutos estava procurando pelos nossos colegas no Facebook. Éramos 4 no dia em que publiquei a busca, 20/02/18, e, em menos de duas semanas, já chegamos a 15 dos 33 que somos! O interessante é que, como comentei acima, minha geração fica exatamente na linha entre os que usam e os que não usam as mídias sociais, então não é tão fácil assim encontrar pessoas que não usam o Facebook!… Mas até que estamos nos dando bem no nosso trabalho de detetives! Umas pessoas ficam fáceis de reconhecer, quer seja por uma foto, porque ela não mudou quase nada na fisionomia apesar de 40 (!) anos passados debaixo da ponte, e outras porque têm um nome marcante, ou alguém, que eu conheço, as conhece, ou elas ocupam cargos tão conceituados que são fáceis de achar na internet… Aliás hoje uma das pessoas que reencontramos está fazendo aniversário, e por coincidência, ela já morou na Alemanha, mas como não sabíamos uma da existência da outra, não nos vimos aqui! Parabéns, Sílvia! Que bom ter reencontrado você, e todos os outros colegas da nossa sala!

Aqui o nome de quem ainda está faltando para podermos completar nossa turma de oitava série do colégio SESI Benjamin Guimarães da Cidade Industrial de Contagem-MG, que se formou no ano de 1984:

Alessandro do Nascimento
Alexsandra Cristina dos Santos
Celio de Oliveira Costa
Dircilene Adriana Correa
Elias Vitor Vieira Damasceno
Elizeth Fernandes de Souza
Fausta Luiza Margarido
Ivana de Souza Martins
João Henrique de Souza Lopes
Joelma Norberta da Silva
Maria Amália Barra
Mário Lúcio Bertola Júnior
Marta Martins da Silva
Regina Lúcia de Lima
Rogerio Geraldo Maciel
Rosilene Teodora da Silva
Vânia C. de Moura
Wandercy Ferreira Fagundes

Queremos muito reencontrar vocês e, quem sabe, marcar uma festinha de confraternização em Belo Horizonte pouco antes do Natal de 2018!

Assinado: Alessandras, Amir, Caio, Edilene, Eugênio, José Geraldo, Islam, Juliana, Ronaldo, Sidney, Silvia, Simone, Úrsula e Sandra

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Tenho rugas…
Olhei para o espelho e descobri que tinha muitas rugas, em volta dos olhos, na boca, na testa.
Eu tenho rugas porque eu tive amigos… e nós rimos, mas tanto, até às lágrimas.
Eu tenho rugas porque conheci o amor que me fez espremer os olhos de alegria.
Eu tenho rugas porque tive filhos e fiquei preocupada com eles desde a concepção, mas também porque sorri para todas as suas novas descobertas e porque passei muitas noites em claro….
Tenho rugas porque eu também chorei…
Chorei pelas pessoas que amei e que foram embora, por pouco tempo ou para sempre, sabendo ou sem saber o porquê.
Tenho rugas porque passei horas sem dormir para observar os projetos que correram bem… mas também para cuidar da febre das crianças, para ler um livro ou fazer amor.
Vi lugares lindos, novos, que me fizeram abrir a boca espantada e ver os lugares antigos, antigos, que me fizeram chorar.
Dentro de cada sulco no meu rosto e no meu corpo, se esconde a minha história… se escondem as emoções que vivi… a minha beleza mais íntima.
E se apagar isso, apago a mim mesma.
Cada ruga é uma anedota da minha vida, uma batida do meu coração, o álbum de fotos das minhas memórias mais importantes!!!
Autor desconhecido

::O que é melhor no Brasil?::

17/11/2017

Dando uma pesquisada por determinadas palavras no emaranhado de posts do meu blog, achei o que queria, e por acaso li esse post, que por sua vez me levou ao blog do Dago e da Cíntia, que me levou a seus comentários. Deu pra vc se reconhecer quando queria só olhar uma coisinha bem rapidinho e acabou caindo de novo (confesse, isso te acontece muitas vezes…) no esquema suga-tempo da internet?

Mas a parte boa da história foi que nos comentários achei essa pérola bem humorada:


What’s better in Brasil? Lots of things:
– Caipirinha
– Girls wear less clothes 😛
– no matter how I speak: important is to be understood
– People don’t dislike chimarrão (strong green tea)
– People share more than divide (a group divides prices for a meal by count of persons) –> less democratic but nice social gesture
– Girls wear less clothes
– Traveling is cheap, at least by 14h bus ride for us guys
– it rains less than 1/2 a year continuosly
– aligators, snakes and monkeys in buses (serious! promise!) 😉

And last: girls wear less clothes.

…que o Dago respondeu à altura, comparando com a Alemanha:

Girls wear less clothes…yes, mainly at the beach. But let me say: in the short time I was in Germany I saw several naked people near a lake, or sun-bathing at a river shore. Never have I seen that here 🙂

Se alguém precisar de tradução, é só avisar que faço mais tarde. Agora ainda tô morta da semana, praticamente caindo de sono…

::Como notícias inventadas – vulgo “fake news” – ganham o mundo…::

15/11/2017

Quem se lembra de ir à caixa dos Correios no Brasil, nos idos de 1900 e lá vai pedrinha, e buscar cartas mas encontrar… correntes?!? Eu me lembro disso nitidamente. A caixa de Correios lá de casa era na descida da rampa e eu tinha desenvolvido estratégias especiais pra ter certeza de que tinha mesmo algo lá antes de descer pra buscar. E quando chegava lá e só achava correntes… eu ficava p. da vida!

O tempo passou e as correntes ganharam o Brasil e assim o mundo através da internet. Infeliz combinação essa, viu? Pior ainda misturada à nossa mania de enaltecer outros países e falar/pensar mal do Brasil, daí a notícia vira prato cheio.

Dessa vez a notícia inventada que já estou até cansando de ver repetidamente na internet é sobre a chanceler alemã Angela Merkel. A notícia não pode ser verdadeira por várias razões:
a) já pesquisei duas vezes e não acho nada parecido na internet em alemão
b) professores não fazem parte das profissões mais bem pagas na Alemanha
c) a Merkel gosta conhecidamente de ficar em cima do muro com relação a várias questões e dificilmente defenderia um grupo profissional da forma referida no artigo, muito menos denegrindo assim outros profissionais. Não faz o estilo dela. Além de gostar de ficar em cima do muro por questões estratégicas, ela é integrativa e procura zelar pelo respeito na sua comunicação.

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Bom, vamos fazer uma coisa? Antes de repassar uma corrente, pense:
a) pra quê?
b) vai fazer diferença pro mundo?
c) se fizer, dê uma pesquisadinha básica na internet antes de propagar a notícia. A listinha das notícias falsas, hoax, fake news, etc. agradece!

Já comentei que gosto da democracia da internet, onde qualquer um pode emitir sua opinião, mas notícias falsas são definitivamente o revés dessa liberdade!…

::Um alemão em Blumenau::

06/11/2017

Como se sente um alemão do século 21 visitando Blumenau em Santa Catarina? Descubra nesse texto bem humorado do correspondente alemão do jornal Die Zeit, Thomas Fischermann.

::Visitas do Brasil na Alemanha::

20/09/2017

O verão está chegando ao fim e com ele as visitas do Brasil já foram embora. Agora no finalzinho desse período, no meio de setembro, nos divertíamos com minha mãe afirmando que “aqui é frio demais, que ela não sabe como alguém pode conseguir viver aqui e que sente muita pena de levantarmos cedo e termos que sair pra trabalhar nessa friagem…” Detalhe: o “muito frio” dela é quase verão para os patamares alemães, próximo ou pouco abaixo dos 20 graus. Mal sabe ela quando o frio aperta mesmo!…

Pra receber bem minhas visitas, já deixei um cartão SIM em cima da cama deles, como outrora deixávamos só toalhas de mão e de banho. Começamos tentando fazer o cartão do meu irmão funcionar. Estava indo tudo tão fácil que ele comentou que pra um terrorista seria simples demais comprar um cartão e colocar dados falsos a torto e direito no sistema… No final de todos os dados, tínhamos que nos comunicar com a operadora e ele mostraria seu rosto e seu passaporte para liberar o uso do número dele. Daí descobrimos que pelo menos o nome para o uso do celular alemão tinha que ser real. Mas mal sabíamos nós que a burocracia estava para começar… pois o Brasil não faz parte dos países onde se pode fazer o reconhecimento online, e isso significava que iríamos ter que fazer o reconhecimento pelos Correios, o que aqui se chama PostIdent. Passamos por uma maratona indo aos Correios e voltando, depois tentando descobrir onde ficava o formulário necessário, depois preenchendo e imprimindo o formulário, e por último indo a uma agência dos Correios com tradução simultânea a postos, munidos de toda a documentação e concordando que tirassem cópia do passaporte, assinando a documentação perante a funcionária dos Correios… para finalmente o meu irmão ser detentor de um número de celular alemão. No final, sua conclusão foi categórica: esse processo todo, que é novo e foi implementado desde o último 1. de agosto de 2017, é muito complicado para estrangeiros e tem grandes chances de manter os terroristas longe daqui, pelo menos os que pretendem usar um número dentro da Alemanha!

Mais uma coisa que organizamos foram os seguros de saúde e contra danos pessoais (Krankenversicherung & Haftpflichtversicherung), o que fizemos, mas graças a Deus não precisamos usar.

Descobrimos que algumas regras de trânsito são diferentes entre o Brasil e a Alemanha, por exemplo aqui vale a máxima do “rechts vor links” (o carro vindo da direita tem preferência quanto ao da esquerda), o que no Brasil nem sempre é válido, pelo que meu irmão estava me explicando. Eu queria oferecer, mas ele preferiu não dirigir nosso carro por aqui, precavido que ele, como um bom mineiro, é!

E descobrimos algo também curioso. Fizemos uma viagem com nossas visitas para fora da Europa e no final não queriam nos deixar embarcar porque o voo de volta não ia direto até o Brasil, somente até a Europa. Acho que estavam até com a suspeita de que eles estavam tentando emigrar para a Europa quase dando a volta ao mundo! Nem o fato de eu ter falado que brasileiros têm permissão para ficar na Europa durante três meses sem a necessidade de um visto não foi suficiente. No final, só mesmo a apresentação do voo de volta para o Brasil, que ocorreria uma semana mais tarde, foi suficiente para que nos deixassem embarcar…

Minhas visitas observaram como é fácil aqui na Alemanha trocar dinheiro estrangeiro, rapidinho, sem burocracia e papelada. Adoraram andar de trem, carro rápido na rodovia, ônibus e usar tíquetes que valem para toda uma região, tanto para trem quanto para ônibus (por exemplo o Hessen-Ticket quando fomos a Marburg, que valia para o trem e para ônibus dentro da cidade também). Observaram que os horários de trens e ônibus geralmente são ajustados para que o usuário não fique muito tempo esperando entre um trajeto e outro, mas também tiveram o “prazer” de experimentar os atrasos da nossa querida Deutsche Bahn (companhia alemã de linhas férreas).

Vi que estavam com muita saudade de arroz com feijão quando tirei um feijão da despensa para cozinhar. Eu que sou eu, que já moro aqui há tanto tempo e quando morava no Brasil não entendia como se pode comer arroz e feijão todo dia, confesso que também sinto falta e sempre me alegro quando posso comer comida da Terrinha com gosto de “comida da minha mãe”!

E quanto a você, quais foram suas experiências com visitas do Brasil na Alemanha nesse verão? Todo comentário é bem-vindo e pode facilitar a vinda de outros familiares também! Obrigada!

::Por que saí do Brasil::

22/06/2015

Um resumo à queima roupa: eu saí do Brasil porque era meu sonho de longas datas viver uma experiência internacional, mas fiquei aqui porque me casei, consegui emprego e porque vi que teria mais condições de conseguir uma vida de qualidade, da maneira que eu interpretava essa qualidade, do outro lado do mundo. Vim pra ficar um ano e já tenho 22 na bagagem!

Na época tinha acabado duas universidades e lutava para conseguir um empreguinho no Brasil, enquanto os filhinhos de papai, que sentavam no fundo da sala, não tinham aprendido nada naqueles quatro anos e colavam tudo o que podiam nas provas, estavam conseguindo ótimos empregos, indicados por seus pais para belas posições. Hoje, apesar de eu sentir muuuuuita falta da família e dos amigos, eu prezo o ar puro, a liberdade de ir e vir, o contato com a natureza, além da bem menor desigualdade social e da boa qualidade de vida para grande parte da população.

No momento muitos textos estão circulando na internet sobre “porque deixei o Brasil” e “porque vou voltar ao Brasil”. Acho que a consciência coletiva está fervendo pois o momento atual brasileiro está bastante explosivo, os nervos estão à flor da pele.

Aqui um dos textos que li sobre o tema nos últimos dias, gentilmente repassado pelo leitor Wagner. Esse artigo dá muito a pensar. Opiniões? Críticas? Sugestões? Quem quiser deixar a dica de outros textos nesta linha, fique à vontade logo aqui abaixo nos comentários.

::Rosas Heft – vc já virou fã?::

07/06/2015

Tem muito brasileiro sendo agente de cultura por aqui em terras germânicas, um deles é o Dago Schelin, cineasta, pai, cantor, compositor e outras coisas mais… Ele está prestes a iniciar uma campanha pra arrecadar fundos para o seu CD intitulado Rosas Heft. São músicas alemãs que eram cantadas na infância dele no Brasil e que ele agora está regravando na Alemanha com ritmos brasileiros, sambinha, bossa nova…. Tá ficando lindo! Vamos contribuir e ajudar neste projeto verdadeiramente binacional? Vire fã do projeto aqui e prepare-se pra ajudar (e, de quebra, ganhar uns presentinhos). Já tô doida pra ouvir o CD todo!… 🙂

::I Conferência sobre Questões de Gênero na Imigração Brasileira::

04/06/2015

Prezada comunidade brasileira,

Entre os dias 24 e 26 de junho de 2015 acontecerá em Brasília a

I Conferência sobre Questões de Gênero na Imigração Brasileira.

O objetivo desta conferência será o de aprofundar a discussão de temas de gênero que afetam as comunidades brasileiras no exterior.

Alguns dos pontos a serem tratados:
– violência doméstica,
– imagem estereotipada da mulher brasileira,
– questões afetas à comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros),
– disputa por guarda de menores…

Uma vez que temos na Alemanha uma comunidade significativa em relação a todos estes temas, dois representantes, um membro do Conselho de Cidadãos Brasileiros de Munique e um do Conselho de Berlim, participarão desta conferência. Espera-se que com a conferência sejam implementadas iniciativas que beneficiem a vida do brasileiro no exterior e fomentem sua integração.

Todos os brasileiros residentes na Alemanha poderão dar a sua opinião através da pesquisa a seguir, bem como sugerir temas a serem tratados na I Conferência sobre Questões de Gênero na Imigração Brasileira.

Para participar da pesquisa, clique no seguinte link. Contribua com sua opinião pessoal e divulgue a pesquisa entre seus amigos e nas mídias sociais! Obrigada de antemão e um bom feriado!


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