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::Ervas medicinais & Hildegarda de Bingen::

Em uma das minhas vidas passadas devo ter sido bruxa ou monja. Sério, eu devo ter tido alguma ligação com ervas medicinais, pois me sinto muito atraída por elas. Ao mesmo tempo, tenho grande interesse pelo poder medicinal de plantas, frutas e pela Homeopatia.

Hoje fiz um passeio na região do lago de Constança organizado para aprender e colher e cozinhar ervas medicinais. No final do passeio, fizemos juntos uma boa sopa com as ervas colhidas e saboreamos a colheita juntas. Ainda trouxe algumas ervas pra casa. Amanhã vai ter mais sopa aqui em casa!

Se você se interessa também por estes temas, terá talvez dicas de páginas na internet e/ou livros para dividir comigo. Eu indicaria esta página aqui, por exemplo, ou esta aqui também. Nesta parte aqui dá pra se informar sobre a maioria das ervas medicinais que fiquei conhecendo mais de perto hoje.

Também tenho grande interesse por uma figura importante na história naturalista e religiosa da Alemanha, a santa da igreja católica Hildegarda de Bilgen, monja, mística, teóloga, pregadora, poetisa, compositora, naturalista e escritora alemã que viveu de 1098 a 1179. Ela tinha e pregava uma visão holística do mundo, vendo a natureza e o homem como espelhos mútuos e integrados. Praticamente tudo o que ela defendia combina bem com os movimentos ecológicos, naturalistas e pacifistas de hoje em dia, e portanto ela é motivo de estudos, livros e de inspiração para a criação de produtos naturalistas nos dias de hoje.

Segundo a Wikipedia, “outros aspectos de sua carreira e obra que têm sido de muito interesse para a atualidade são, em primeiro lugar, o fato de ela ter sido uma mulher respeitada numa sociedade patriarcal misógina que via as mulheres com olhos cheios de preconceito, correspondendo-se em pé de igualdade com papas, altos prelados e autoridades profanas, e conseguindo muito do que quis; e em segundo, o grande papel que atribuía ao feminino na ordem do universo. Imagens femininas alegóricas investidas de grande poder abundam em seus textos, como a Fé, a Igreja e a Caridade, mas em especial a figura da Sabedoria, e é significativo que ela se recusasse atribuir a culpa do pecado original a Eva. O próprio Deus, em seu tempo invariavelmente considerado uma entidade masculina, é descrito por ela muitas vezes como uma mãe amamentando a Criação e velando por sua progênie. Mas é preciso assinalar que essa ênfase no feminino não a levou a uma negação do masculino, nem a um confronto direto com as definições daortodoxia dogmática do Cristianismo – o que ela parece ter buscado foi uma harmonização entre os opostos, o que também fez parte de uma tendência de seu tempo se lembramos do crescimento então do culto Mariano, do qual ela mesma foi grande devota. Em terceiro lugar vem sua abordagem franca da sexualidade humana, analisada tanto sob uma óptica teológica quanto fisiológica, mas também nesse terreno foi cuidadosa, herdando parte da tendência condenatória do desejo e do prazer sensual de seu tempo mas mostrando-os como funções essenciais do corpo e necessárias para o bem-estar humano no estágio evolutivo em que se encontra. Finalmente, traçando um painel histórico dos papéis sociais tradicionalmente atribuídos às mulheres – a maternidade ou a vida religiosa – não via nenhum deles como de todo satisfatórios, mas se manteve numa posição ambivalente a esse respeito, com certeza pressionada pelo seu contexto.

(…) Sua contribuição foi tão excepcional em se tratando de uma mulher de sua época, que os pesquisadores modernos, com todo seu aparato teórico e instrumental, ainda consideram difícil analisá-la com suficiente objetividade e avaliar sua real importância. Alguns a consideram simplesmente uma anomalia bem sucedida; muitos compreensivelmente duvidam da origem divina de seus escritos, mas em geral não se considera imprópria a elevadíssima estima que ela desfrutou entre seus contemporâneos, que a chamaram de “A Sibila do Reno”, a “Profetisa dos Teutões” e outros epítetos grandiloquentes, nem se vê como injusto ela ter-se tornado um dos ícones do movimento feminista do século XX. É de assinalar algumas de suas conquistas: foi a primeira mulher a ser considerada uma autoridade em assuntos teológicos; a única mulher medieval a quem se concedeu o direito de pregar a doutrina cristã em público; a autora do primeiro auto sacro jamais escrito e o único dramaturgo no século XII que não permaneceu anônimo; a única mulher medieval a ser lembrada como compositora de um extenso e qualificado corpo de obras musicais; o primeiro autor a escrever sobre sexualidade e ginecologia de um ponto de vista feminino, e o primeiro santo a ter uma biografia oficial que inclui trechos autobiográficos. (…) Suas ideias têm sido apontadas como uma referência para os adeptos modernos da medicina holística.”

Fonte: Wikipedia em português, página sobre a Hildegarda de Bingen (Hildegard von Bingen).

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