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::Exercício da falta::

Comecei o dia hoje bem, a tarde foi ótima, super produtiva, e no finalzinho do expediente estava completamente irada por causa de um só acontecimento. Saí do trabalho, busquei o Daniel, jantamos, olhei um pouco as mensagens no celular. Depois veio a ioga.

Fizemos exercícios para esquentar e estender os músculos, exercícios de respiração e de meditação. Os exercícios iam passando e íamos entrando dentro de nós mesmos, ou desviávamos nossa atenção para um sol imaginário, enquanto os pensamentos na cabeça teimavam em tomar nossa atenção, pelo menos a minha. Respirava novamente, me concentrava na respiração. Acho que devo ter dormido no último exercício, quando nos deitamos, cobrimos com o cobertor e fizemos a última rodada de meditação.

A ioga é mesmo fantástica! Primeiro, porque faz com que prestemos atenção no nosso corpo por inteiro, percebendo onde dói, por que dói, quando dói, por quanto tempo dói. Segundo, porque esvazia nossa mente, fazendo com que possamos descansar. Terceiro, porque é como uma conversa com o universo, de onde você se sai renovada, um pouco mais elevada. Aprendo muito a cada aula!

Hoje minha conversa comigo mesma durante a ioga foi sobre a falta, pra entender minha ira. A falta que eu sinto, que outros têm, ou não. Tinha ouvido no rádio que o Schumacher estava, depois de um mês e meio do acidente que teve, “acordando”. Será que ele vai sair dessa? Como devem estar seus familiares e amigos? Pensei no meu querido gatinho, o Tiggi, que desde o acidente no nervo perto do final de sua coluna há 2 semanas anda como se estivesse ajoelhado nas patas traseiras e desde então não se move muito, mantendo-se quase o tempo todo debaixo da cama do Daniel. Pensei em como me senti vazia e triste quando estava desempregada, em como é ruim não ter objetivos fora de casa. Pensei em todas as dores que já tive por aguentar pressões profissionais, e agradeci por agora ter alguém que pode me ajudar um pouco e dividir comigo um pouco do fardo do trabalho. Pensei que não se atinge os objetivos de uma vez só, tenho que ver tudo como a subida de uma escada, longa e árdua subida. Pensei em como é bom ter um canto onde sou necessária e respeitada, onde tenho meu espaço, ainda levando em consideração que moro perto da fronteira da Suíça, país que acabou de votar a favor da limitação da mão-de-obra estrangeira. Pensei e agradeci pela saúde dos meus familiares, meus irmãos e suas famílias, e pela saúde dos meus queridos pais.

Saí da ioga renovada.

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