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::Bilinguismo e dificuldade na fala::

Aqui na Alemanha defende-se a ideia de que se o casal for binacional cada um deveria falar seu idioma pátrio com o filho. Em muitos casos, o filho acostuma-se a falar em idiomas diferentes com pessoas diferentes. Em outros, como no meu, sempre falei português com meus filhos, mas eles sempre responderam em alemão.

A minha filha nunca teve problemas com a linguagem. Minha filha fala português (com sotaque) com a avó aqui, quando ela vem de visita, ou quando vamos ao Brasil. O meu filho, pelo contrário, tem problemas de linguagem há bastante tempo. Ele falou mais devagar, teve vários tiques (ligados ou não à linguagem), trocou várias letras e sons, chegou a falar muitas frases em português quando voltamos do Brasil (quase sem sotaque), já gaguejou mais e menos,  sendo que no momento ele está gaguejando muito e, para minha grande surpresa, ontem me pediu (em alemão, e repetiu em português) pra falar com ele só em alemão e para tirá-lo da aula de português, que tinha começado há 3 semanas atrás. Ele faz acompanhamento com fonoaudiólogo há 1 ano.

Li aqui (artigo em alemão) que o bilinguismo não é causa de problemas com a linguagem, mas se a criança é criada com dois idiomas e apresenta dificuldades na linguagem, a problemática tende a ser acentuada com o bilinguismo. Parece ser o problema do meu filho. O resumo do artigo quanto a como lidar com crianças com dificuldade na linguagem é que não deveríamos corrigir e pedir que repitam as frases e palavras corretamente, mas sim deveríamos repetir as palavras e frases corretamente dentro da conversa, tratando os erros naturalmente e dando atenção às crianças para que elas se sintam à vontade para continuar tentando e se desenvolvendo na sua velocidade própria.

Acho que cada caso é um caso e não se pode generalizar. Várias crianças em várias partes do mundo foram criadas com 2 ou mais idiomas. Algumas delas apresentam distúrbios na fala, o que não quer dizer que o bilinguismo seja, por si só, um problema. Muito pelo contrário: muitas crianças crescem falando 2, 3 ou mais idiomas ao mesmo tempo e muitas delas nao demonstram dificuldade nenhuma no desenvolvimento da linguagem.

Eu, da minha parte, espero poder voltar a falar em português com meu filho assim que ele estiver mais fluente no alemão e parar de gaguejar. Ele vai entrar pra escola em setembro e desejo muito que até lá que ele já esteja falando bem melhor.

Qual foi/é a experiência de vocês quanto ao bilinguismo e distúrbios na fala?

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55 Respostas to “::Bilinguismo e dificuldade na fala::”

  1. Flávia Says:

    Sandra, exatamente este tipo de situação de brasileiras falando em alemão com os filhos aqui na Alemanha, me levou a investigar a situação e escrever minah tese de doutorado.

    Fico tão triste de ver esta situação se repetindo, e defendo a tese de que se as mães brasileiras no estrangeiro fossem consequentes (como uma minoria que entrevistei) seus filhos veriam o “falar português” não como um apêndice, mas como parte de suas rotinas.

    O que acontece é que a mãe brasileira tem medo dos filhos não se integrarem na sociedade e pecam por envergonharem-se de seu próprio idioma (fator comprovado, dentre outros pontos que pesquisei). Limitam o uso do português somente ás férias no Brasil, nesta lógica poderiam levar a prole pra China 1 mês por ano e os filhos falariam chinês, não é?

    Conheci famílias teuto brasileiras cujos filhos nunca foram ao Brasil e falam bem o português, outros que vão todos os anos e os filhos não conseguem nem cumprimentar em português e a mãe só fala em alemão (com desculpa que a criança não entende).

    O idioma tem que ser vivido e visto como parte da vida, como algo que acrescenta e não que prejudica.

    prontofalei.

    • Sandra Santos Says:

      Oi Flávia,
      Este tema de pesquisa é muito interessante pra mim e achei interessante, uma vez quando conversamos em uma roda feita de mulheres de várias nacionalidades, como a sociedade alema recebe outros idiomas. Todo idioma estrangeiro a nao ser o ingles parece ser um idioma de “3a. categoria”, sendo que mulheres da Europa ocidental disseram pra mim que eu poderia continuar falando portugues em público, pois era “pelo menos” um idioma europeu, enquanto que os dela era muito menos aceitos e vistos com preconceito. Muitas vezes percebo que a pessoa projeta o preconceito sentido por ela própria no idioma, parando de falar o idioma pátrio pra conseguir “fazer parte” da nova sociedade. Acho que ao mesmo tempo que quero fazer parte, quero manter minhas raízes. Uma das razoes pelas quais tenho esse blog. Vc pode imaginar que pra mim é um grande conflito ter que atender um pedido do meu filho, que demonstra estar tendo dificuldade no bilinguismo pra conseguir avancar no alemao. É mexer nas minhas crencas do que é certo e errado quanto à educacao dos meus filhos, e bilinguismo pra mim sempre foi mais do que certo. Concordo com vc que os idiomas tem que ser vividos com naturalidade, pra conseguirmos passar pra nossos filhos uma parte de nossa cultura de forma positiva através da linguagem.
      Gostaria de ler sua tese de doutorado, como faco?
      Um abraco,
      Sandra

    • Eliete Says:

      Ola Flavia, como vai? Muito interessante a sua area de estudo.
      Vc poderia me enviar sua publicacao? Ou dizer onde posso consulta-la?
      Abs,
      Eliete

      • Flávia Says:

        Eliete, eu posso te enviar minha tese por email… daqui uns dias receberei o parecer do meu orientador para prepararmos tudo pra defesa.

        abçs

  2. Patricia Sack Says:

    Oi, Sandra!

    Aqui em casa a experiencia com o bilinguismo tem sido bem interessante… tenho 2 filhos , Gustavo de 6 anos e meio e Renato de 1 ano e meio. Chegamos aqui a 1 ano e o mais velho sofreu bastante no comeco ate conseguir se comunicar em alemao, se adaptar, chegando a desenvolver um medo e inibicao bem fortes, retrocedendo em algumas coisas que fazia sem medo (como nadar, andar de bicicleta, ficar sozinho).
    Nos so falavamos portugues em casa, mas depois meu esposo comecou a falar alemao para ajuda-lo na adaptacao, assim como o mais novo que comecaria na creche e tinhamos medo de que ele estranhasse demais por so ficar comigo e ouvir o portugues (embora a minha gravidez todinha havia frequentado um curso intensivo de alemao no Brasil).
    Pois bem, hoje Gustavo (mais velho) ja esta quase fluente no alemao e frequenta um curso de reforco no idioma 2x semana oferecido pela escola que ele iniciara em agosto (1a serie) pra que ele possa acompanhar a turma.
    Fico um pouco apreensiva pois ele ja tem esquecido algumas palavras em portugues (assim como tem acontecido comigo) e muitas vezes prefere assistir filmes em alemao, mas a convivencia entre as 2 linguas pelo menos por enquanto, tem sido harmoniosa.
    Ja o caculinha, que ja vai na creche a mais de 6 meses, entende nos 2 idiomas e comecou a balbuciar palavrinhas em ambos os idiomas.Hoje ele fala os 2 idiomas misturados na mesma frase, com uma tendencia mais para o alemao.
    Interessante que fomos em dezembro para o Brasil e nas 3 semanas que estivemos la, o pequenininho aprendeu varias palavras em portugues e voltou falando muita coisa.
    Tenho aprendido que eh muito importante que eles achem divertido falar ambos os idiomas e que tenhamos sempre contato, seja indo para o Brasil, assistindo desenhos em portugues, etc.
    Tenho consciencia de que com o tempo vai ficar cada vez mais dificil (ate porque nao voltamos mais para o Brasil), mas a prioridade no momento eh que eles se sintam bem no ” novo lar”.

    Para nos maes eh sempre muito sofrido nao poder fazer nada a nao ser confiar em Deus e aceitar que cada crianca tem sua prontidao (ouvi isso de uma senhora mjuito simples, mas de grande sabedoria), isto eh, que podemos e devemos dar todo suporte, mas precisamos respeitar o tempo de cada crianca e jamais ficarmos comparando com a do vizinho…
    Essa mesma senhora me disse que Deus da os filhos exatamente nos moldes dos que os pais precisam… e tenho que dizer que os meus tem me ensinado muitas licoes! Eh bom d+ nao eh mesmo?!?
    Otima semam pra vc

    • Sandra Santos Says:

      Oi Patrícia,
      Obrigada por suas palavras e pelo amparo. É sim com nossos filhos que aprendemos várias licoes, e uma grande é a de aceitar que cada um tem sua velocidade e maneira de ser. E que todos estao “certos” à sua maneira. E que sabemos que amamos nossos filhos incondicionalmente do jeito que sao, com ou sem suas dificuldades, exatamente por que sao o que sao. Sim, acho que recebemos em nosso caminho os presentes que precisamos receber para crescer enquanto seres humanos. O Daniel voltou do Brasil falando muitas frases em portugues também, algumas delas longas e complexas, mas como no momento retrocedeu, e muito, vou respeitar o pedido dele e logo, logo voltar a falar em portugues com ele. O idioma nao fica 100% sem uso, mesmo porque meu marido e eu falamos também em portugues em casa, e com a Taísa também.
      Um beijo,
      Sandra

  3. Patricia Sack Says:

    Ops! Me desculpe pelo comentario gigante… me empolguei!

  4. Anderson Says:

    Os dois exemplos que vou falar não são meus, mas sim de casais amigos… não tenho como exprimir uma opinião pessoal. Os dois casais de brasileiros moraram em média 7 anos nos EUA. A pediatra de um deles orientou que dentro de casa seria melhor falar a língua pátria, e deixar para que falassem inglês ‘fora de casa’. Ficou mais fácil porque todos os pais são brasileiros, o que não é o seu caso. Interessante é que quando eles retornaram ao Brasil, houve uma rejeição muito grande por parte dos filhos em continuar a falar inglês, principalmente os de idade média de 5 anos.

    Bjs.

    • Sandra Santos Says:

      Oi Anderson,
      O que percebo é a pressao social das criancas de querer fazer “parte do grupo” e de nao querer ser diferente. Daí acabam evitando um idioma, pra dar preferencia a outro. É importante dar igual valor aos idiomas, para que as criancas mantenham uma relacao boa com eles.
      Um abraco,
      Sandra

  5. Cecilia Says:

    oi sandrinha, é um tema que merece atenção. Para mim a língua de onde a criança vive, ela vai aprender de qualquer maneira (no meu caso o alemao). Entao devemos sim, falar com nossos filhos em português. O meu caso foi um pouco diferente pois minha filha chegou aqui já com seis anos mas depois de 3 anos de Alemanha ela nao queria mais que eu falasse em português com ela. Eu disse que esse é meu idioma e que eu continuaria falando com ela em português. Se ela quisesse poderia responder em alemao. E foi assim, quando ela falava alguma coisa errada eu repetia a frase certa sem falar que ela estava errada. Hoje ela dá gracas a Deus que eu nunca desisti do português. Ela me disse esses dias que se um dia tiver filhos quer que seus filhos falem português e que para isso ela vai estudar a gramática portuguesa e a cultura brasileira (apesar que a nossa cultura ela conhece bem pelas idas e vindas do brasil e das tantas pessoas de lá) a partir de agora. Um super presente pra mim 🙂 Acho que a coisa mais importante para uma criança da idade do Daniel é ter prazer, se divertir em tudo o que faz, se sentir bem em volta das pessoas com quem ele convive, seja la na escola, em casa, na terapia com fonoaudióloga etc… Acho que a pressao da sociedade em querer que a crianca seja perfeita em tudo com 5 anos de idade é muito errada. Mas é dificil visando que queremos sempre o melhor para nossos filhos. Meu conselho é: tenha calma, continue falando em português e brinque bastante com o DaniBoy. Beijinhos e conte comigo!

    • Sandra Santos Says:

      Ei querida,
      Obrigada pelo apoio. Vou sim, ir misturando os idiomas, e assim que ele melhorar de vez, volto a falar só portugues com ele. Realmente concordo com vc: a pressao da sociedade aqui é muito grande e muitas vezes ve-se bilinguismo como algo negativo, sendo que sempre é um ganho – pessoal e para a sociedade em si, para a forca de trabalho do futuro, etc. Eu percebo que a pressao aumentou muito porque na época da Taísa faziam menos testes, analisavam menos as criancas. O Daniel tem 5 anos e aos 4 já foi analisado e já recebeu uma folha com “notas”, avisando ser necessário ele repetir o teste por causa do idioma antes de entrar na escola. Acho que, de alguma maneira, as criancas percebem essa pressao colocada sobre elas.
      Uma beijoca,
      Sandra

  6. Claudia Dannemann Says:

    Sandra, você conhece o livro Mit zwei Sprachen groß werden: Mehrsprachige Erziehung in Familie, Kindergarten und Schule, da Elke Montanari? Eu o li quando a Josephine era bebê. O que eu acho muito legal desse livro é que ele nao prega uma receita, pois cada família é de um jeito e as crianças sao tao diferentes, até dentro da mesma família. Minha filha é definitivamente bilíngue, já está na escola e continua falando português comigo, mas tem suas fases de rebeldia que sao muito passageiras. Meu filho tem um português quase passivo. Ele nao ouviu português no berço, pois só veio morar conosco com quase 2 anos. Na cabeça dele ele fala português e é muito engraçado, pois fala uma frase relativamente longa com 2 ou 3 palavras em português e o restante em alemao. E sim, ele tem algumas dificuldades, nao chega a gaguejar, mas acredito que se expresse muito mal ainda, inclusive no alemao, devido à sua história. Mas eu nao desisti e continuo falando só em português com ele. Fiz um acompanhamento com a Frühforderungstelle e eles desaconselharam a logoterapia agora, pois nao faz muito tempo que entrou no Kita e provavelmente a maioria de seus problemas se resolverá sozinha. Meu sobrinho foi pra fono, pois estava com alguns problemas também. Ele é trilíngue e também gaguejava. Minha irma acertou com a fono e em pouquíssimo tempo elas corrigiram quase tudo. Será que nao valeria a pena você consultar uma? Até porque agora é mais fácil de consertar, do que depois que ele entrar na escola e o foco da vida dele se modificar. Eu acho que nao deixaria de falar português com ele, porque a compreensao ele certamente tem, o problema pode ser a expressao, que é mais complexa mesmo. Boa sorte e beijos! Claudia

    • Sandra Santos Says:

      Oi Claudia,
      Obrigada pela dica, vou ler o livro com certeza. O Daniel já faz acompanhamento de fonoaudiólogo há 1 ano. O incrível foi que com o pedido explícito dele e por eu te-lo atendido quase que por completo – falo, leio, em alemao, mas também falo em portugues e rezamos em portugues agorinha há pouco – ele deu uma melhorada incrível na fluencia! Vai entender esses bloqueios de linguagem! O que dá pra perceber é que a maioria das criancas que apresentam problemas sao meninos, vc já percebeu? Será também retrato da dificuldade de insercao no papel de homem, que está mudando muito com o passar do tempo? Ou o foco deles na técnica, que nem sempre faz necessário o uso intensivo da linguagem? Ou a rapidez da vida moderna, as meninas mais tagarelas e os meninos mais encucados? Nao sei, há vários aspectos. Realmente para cada crianca, uma sentenca.
      Um beijo grande,
      Sandra

  7. Wagner Says:

    Você foi concisa e perfeita na sua análise. Com o meu filho de 5 anos aconteceu exatamente a mesma coisa: demorou a falar, apresentou gagueira intermitente, dificuldades na articulação de determinados fonemas – principalmente os encontros consonantais – e redução de palavra. No início, leigos como somos, chegamos até a pensar que pudesse ser um caso de SLI (specific language impairment), um distúrbio em crianças difícil de ser diagnosticado. Pelo menos aqui no Brasil vários fonoaudiólogos que consultamos sequer conheciam esta disfunção.
    Inicialmente eu falava português com ele e minha mulher só alemão, seguindo o padrão de educação da minha cunhada com os dois filhos, também de família binacional, mas que não apresentaram problemas de linguagem e rapidamente dominaram alemão e norueguês.
    Tivemos sorte com uma boa profissional que recomendou a suspensão imediata do alemão até que nosso filho melhorasse, o que efetivamente aconteceu, embora ainda apresente uma defasagem na fluidez da fala em relação a outras crianças da mesma idade. Completamos 13 meses de sessões com uma fonoaudióloga e os resultados começaram a aparecer. Somente agora fomos liberados para retomar o alemão, mas em razão da exposição maior ao idioma, o Karl prefere português e não se comunica com os parentes alemães por telefone.
    Penso que sua percepção está correta no sentido de que o bilinguismo não é causa direta de problemas na fala, mas incontestavelmente é um grande complicador para crianças criadas com dois idiomas simultaneamente e que apresentam algum distúrbio.
    Aos pais com o mesmo problema recomendo o livro “Dual Language Development & Disorders”, de Fred Genese e Johanne Paradis. O conteúdo ajudou muito a compreender a situação e facilitou a comunicação com a fonoaudióloga. A minha experiência pessoal demonstrou que em casos semelhantes é melhor procurar ajuda especializada o quanto antes.
    Um abraço,
    Wagner

    • Sandra Santos Says:

      Oi Wagner,
      Quanto à procura do acompanhamento fonoaudiólogo, aqui na Alemanha ele raramente acontece antes dos 4 anos. Mesmo antes dos 4 anos eu já queria ter buscado ajuda de um especialista de linguagem, mas tive que esperar que o meu filho completasse os 4 anos para conseguir o apoio do pediatra, que concordou inicalmente só com 10 sessoes. Desde entao o acompanhamento tem sido semanal e eu percebo sim o avanco, mas nao linear, às vezes o Daniel melhora, às vezes piora, e por aí vai. De qualquer maneira a pior fase da gagueira foi superada, e isso é uma boa notícia!
      Obrigada pela sugestao do livro, que pode ajudar outros pais na nossa situacao.
      Um abraco e bom final de semana,
      Sandra

  8. Beth Blue Says:

    Me reconheci totalmente na sua estória…Moro na Holanda, meu filho fala holandês e inglês fluentes mas não fala português – para horror dos amigos e conhecidos brasileiros. E eu cansei de tentar explicar pras pessoas o porquê…e as pessoas tem mania de generalizar, né? Criança aprende rapidamente vários idiomas, blablabla.

    Não foi o caso do meu filho (hoje com 10 anos), nem parece ser o caso do seu! Meu filho teve muitos problemas de aprendizado de linguagem, chegou na escola holandesa com um holandês super capenga (os dois pais são estrangeiros: eu falava português e o pai falava inglês com ele, quando ele foi pra escola complicou tudo). E tem mais, meu filho tem autismo e não sobreviveu na escola normal, ele está há 3 anos numa escola especial para crianças com autismo, ADHD e também distúrbios de aprendizado (que nem é mais o caso dele, hoje ele é o melhor aluno da turma e lê e escreve muito bem, vejam só que ironia).

    Pra finalizar, sou tradutora formada em Letras, mexo com línguas estrangeiras há muitos e muitos anos. E aprendi a duras penas a diferença entre BILINGUISMO e TRILINGUISMO. Enfim, longa estória. Se quiser trocar idéias sobre o assunto, é só escrever para pinheiro_elizabeth@yahoo.com.

    Um abraço, Beth

    • Sandra Santos Says:

      Oi Beth,
      Percebo a questao da expectativa que temos, por desejarmos que nossos filhos falem nossa língua pátria. E, por outro lado, vejo que meninos tem mais dificuldade no idioma, em comparacao com meninas, falando de forma geral. Imagino mesmo que no caso do trilinguismo a coisa fique ainda mais complicada! Mas eu na realidade nunca vou parar de falar portugues com meus filhos, mesmo ouvindo a resposta em alemao. No momento estou dando uma concentrada no alemao pra ajudar meu filho, mas mesmo assim ainda falo aqui e ali em portugues, assim como com minha filha e meu marido. Mas, como vc mesma disse, cada caso é um caso e nao há uma só receita. O importante é termos consciencia de nossas escolhas e confiar na motivacao positiva das nossas decisoes. Decidimos por nós e nossos filhos, pois somos nós que vivemos nossas vidas e nao os outros.
      Um beijo e bom final de semana,
      Sandra

  9. Beth Blue Says:

    Para Flávia, do primeiro comentário:

    Fico tão triste de ver esta situação se repetindo, e defendo a tese de que se as mães brasileiras no estrangeiro fossem consequentes (como uma minoria que entrevistei) seus filhos veriam o “falar português” não como um apêndice, mas como parte de suas rotinas.

    Eu vivi isso na pele e acredito que também poderia ter escrito uma tese sobre o assunto. Só que infelizmente vou ter de discordar de você em alguns pontos essenciais. Primeiro que é muito perigoso generalizar, existem vários motivos porque uma mão não fala (ou desiste de falar) o português com seus filhos. O meu caso foi um desses! se quiser mais informações, mande email para: pinheiro_elizabteh@yahoo.com

  10. Ma Says:

    Eu acho que o mais importante é respeitar o desejo do filho e não obrigá-lo a falar a língua pátria como se fosse um fardo. Não tem mesmo receita de bolo, cada um acha seu jeito. Eu falo a maior parte do tempo em português com a Julia (5 anos) porque é mais natural pra mim, e o pai tb é brasileiro. Mas na rua eu eventualmente falo com ela em alemão. Não por ter vergonha do Português, mas porque sinto que ela fica mais a vontade. E até em casa, às vezes respondo automaticamente em alemão se ela fala comigo em alemão. Acontece e não vejo drama nisso. leio em ambas as línguas pra ela tb. E vamos seguindo tentando fazer a coisa certa. Bjs

  11. Claudia Dannemann Says:

    Sandrinha, é provado e comprovado que os cérebros masculino e feminino diferem e uma das consequências é a capacidade de aprender línguas. Saiu há muitos anos um artigo no Spiegel muito bom, mas nao tenho mais acesso. Achei esse texto interessante aqui: http://www.asta-uni-mainz.de/index.php?Itemid=145&id=432&option=com_content&task=view

    Obviamente que nao dá para generalizar: há homens que têm muito talento para as línguas, assim como há mulheres que nao têm…

    Boa sorte com o Dani! Amor e muita atençao é o que importa nestas horas!

    • Sandra Santos Says:

      Ei Claudia,
      Interessante vc ter tocado neste assunto! Vou ler o artigo, obrigada. Interessante pois eu já trabalhei num grupo muito internacional formado por 50 pessoas que podiam falar entre 3-6 idiomas, uma verdadeira torre de Babel. Detalhe: dentre o grupo, pelo que me lembro, 35 eram canhotos e só 5 eram homens. Desde entao sei que canhoto aprende idiomas com maior facilidade, agora entrou o fator sexo no meio! Por outro lado hoje estava lendo outro artigo dizendo que mulheres tem dificuldade de ler e interpretar mapas e nao tem orientacao espacial tao boa quanto os homens. Pelo menos no meu caso isso é 100% verdade.
      Um beijo, obrigada novamente pela forca e bom final de semana,
      Sandra

  12. Marcia Says:

    Nossa Sandra entrei aqui para lhe pedir um favor mto especial. E veja só como são as coisas, minha prima acabou encontrando um tema para o TCC dela em fonoaudiologia, alias ela pediu para lhe agradecer. KKKKKKKKK segunda ela seu post foi a luz no fim do curso!

    Bom, neurologicamente falando aprender duas (ou até 3 linguas) na infância não só é válido como extremamente estimulador de novas sinapsses nervosas na áreas relacionadas a linguagem. Além do que, aprender dois idomas antes dos 5 anos faz como que ambos estejam interliagados neurologiamente falando, ou seja, ele não irá “esquecer” esse idioma mesmo sem a prática do dia a dia. Lógico, não estou falando que ele falará 100% depois de anos sem pronunciar uma palavra. Fora que é antes dos 5 anos que aprender a pronuncia das palavras é um processo natural do cérebro. Enfim, neurologicamente falando só pontos positivos ne? ^^

    Não sei se me expressei direito, agnt da área médica em imensas dificuldade de expor algo que não seja nos termos médicos 😦

    (obs… minha prima me cutuca aqui do lado para falar que nós médicos na verdade não entendemos de nada sobre o processo de linguagem, hauahuaha)

    Mas Sandra, hoje entrei no seu blog não só para alimentar meu desejo particular de dar uns pulinhos na Alemanha, como para lhe fazer um pedido.

    Será que você poderia me enviar um e-mail ? Assim poderei lhe mandar outro contando (na verdade é uma foto…)

    • Sandra Santos Says:

      Oi Marcia,
      O e-mail já seguiu, agora vou dar uma olhada se já me escreveu, quero saber mais sobre o tema da sua prima! Obrigada quanto ao que falou sobre a idade do aprendizado do idioma e o fato dele nao ser mais esquecido mais, boa informacao!
      Um beijo,
      Sandra

  13. Alessandra Says:

    Eu e minha família estamos de mudança para Alemanha. A minha maior preocupação é se meus filhos (8-5 e 3 anos) que não falam nada em alemão irão se adaptar e conseguir prosseguir na escola.
    Gosto muito do seu blog, nos ajuda muito.

    • Sandra Santos Says:

      Oi Alessandra,
      As criancas aprendem outros idiomas muito mais rápido do que nós e a Alemanha mantém vários programas de apoio para a aprendizagem do idioma dentro das escolas. Uma escola da minha cidade tem programas que oferecem 4 ou até 18 horas de alemao para criancas que precisam aprender o idioma para acompanhar as aulas e vem de outros países. Portanto, nao se preocupe, vc vai ver que seus filhos vao logo, logo te ajudar a aprender o alemao quando estiver morando aqui!
      Um beijo,
      Sandra

  14. Neusa Arnold-Cortez Says:

    Oi Sandrinha. Muito obrigada por ter substituído o endereco do meu blog. E, acho também muito interessante o tema linguagem/idiomas. Minha filhas compreendem perfeitamente português, mas respondem às minhas perguntas e comentários quase sempre em alemao. Eu nunca fiz qualquer pressao quanto ao português e à cultura brasileira. Por isso mesmo elas sentem, naturalmente, um carinho enorme pelo Brasil e têm muito orgulho por falarem português (mesmo capenga). Tenho esperanca que elas ainda terao mais interesse em aperfeicoá-lo. Quanto ao alemao, receberam no Kindergarten, Laura na escola e está previsto para Vic participar também do programa de “Sprachförderung”, o qual ajuda um pouco. Laura também tem aulas privadas de alemao para ajudar nas notas. Atualmente está muito bem, tem superado devagar as suas dificuldades. No entanto, toda crianca tem o seu próprio ritmo e tempo. Precisamos ter muita paciência e sobretudo ser persistentes naquilo que acreditamos ser o melhor para nossos filhos.
    Um grande abraco e tudo de bom para você e sua família.

    • Sandra Santos Says:

      Oi Neusa,
      De nada, indico seu blog/livro e assino embaixo!
      O legal é que os programas de apoio aqui sao muitos, nao é mesmo? Eu que sou mae de uma menina e um menino noto também a diferenca tremenda entre os dois sexos, que antes achava ser em grande parte fruto da influencia dos pais, mas no mais tardar quando a Taísa já impos seu gosto por sapatos antes mesmo de falar e quando o Daniel mostrou seu interesse por carros e trens já quando neném percebi que as criancas tem sua personalidade própria e os gens também tem sua contribuicao quanto às preferencias por uma coisa ou outra. Temos sim que ter paciencia e ir acompanhando da melhor maneira possível nossos filhos, pois nenhum é igual ao outro!
      Um beijo e bom final de semana pra vc e sua família,
      Sandra

  15. Neusa Arnold-Cortez Says:

    opssss… por favor, entenda – minhas filhas.
    Lindo fim de semana. Tudo vai dar certo!

  16. Gisley Scott Says:

    Sandra,

    conheci um grupo de mães que se reunem todas as sextas e montaram uma escolhinha de português para os filhotes, para que assim, com outros guris falando o idioma, os filhos perdessem o medo e tivessem mais interação com outros binlíngues kids. Vejo que as crianças parecem ter destravado muito depois dessas aulas.

    A idéia partiu de uma mãe que tinha muito problemas com os filhos, pois eles passavam o dia na escola, cujo o idioma era o inglês.Embora entendesse o que ela perguntava, sempre respondiam em inglês.

    A escolinha não sou a ajudou, mas tb como à outras mães e filhos.
    Achei super interessante.

    Bjos!

    • Sandra Santos Says:

      Oi Gisley,
      Obrigada pelo comentário. Aqui existem essas escolinhas também, mas em cidades maiores. Onde moro, infelizmente, nao há algo parecido. A escola que o Daniel estava frequentando era alfabetizante e em portugues do Portugal.
      Um beijo e bom final de semana,
      Sandra

  17. Beatriz Ohse Says:

    Moro no Paraguay desde os 10 anos, me casei com paraguayo.
    Eu falo em português e o marido fala em español com as crianças e eles nao tem nenhum problema, só um pouco de sotaque quando falam português.

  18. Beth Blue Says:

    Sandra, voltei pra dizer que seu post me inspirou a escrever o meu próprio post lá no blog. Passe lá pra dar uma olhada quando puder:

    http://bethblue.blogspot.com/2011/02/seu-filho-nao-fala-portugues.html

  19. georgia aegerter Says:

    Sandra, também já escrevi sobre isso e as dificuldades que nossas criancas enfrentam em falar 2 línguas. Eu sempre falei com o Daniel meu filho em português, mas ele sempre me respondeu tudo em alemao. Já a minha filha Viviane, que teve problema na fala desde cedo e fazemos terapia da palavra com ela desde que ela tinha 2 anos e meio, agora quase 7, optei por falara com ela só em alemao, mesmo correndo o risco de falar as preposicoes e declinacoes erradas. Por que? Porque além do problema da fala dela, ela tem um problema que é o de gravar. Ela nao consegue com a mesma facilidade que o irmao em memorizar e ai a coisa pega qdo entra uma segunda língua. Tudo é muito bonito na teoria e pode ser assunto para ser discutido em trabalhos de graduacao, mas cada crianca é um caso e os pais têm e devem ter a sensibilidade de sentir o que é melhor para a crianca. Nós nao vamos ao Brasil todos os anos e dai mais uma dificuldade em se aprender uma segunda língua que é ouvida pela mae. Ano passado qdo estivemos no Brasil, observei que os dois falaram o português. Qdo nao sabiam a palavra nos perguntavam e assim eles brincaram na rua, jogaram bola, foram para o cinema e a coisa fluiu. A gagueira do teu filho, pode ser reflexo do medo de nao conseguir. Sua decisao foi sábia.

    Um abraco

  20. Isabelle fontrin Says:

    Oi, tenho muito interesse por esse tema porque meu neto que vive nos estados unidos esta com 4 anos e praticamente nao fala. Meu filho é brasileiro, casado com uma argentina. Em casa falavam apenas espanhol e os familiares e visitantes do Brasil, apenas portugues. A fonoaudiologa consultada quando ele tinha um ano mandou que continuassem com o mesmo esquema em casa. Ele ja ia a escolinha em ingles, obvio. Resultado. Ele esta com 4 anos e praticamente fala apenas uma meia duzia de palavras em ingles. Embora entenda os comandos. Agora, depois de longa avaliçāo psicologica , neurologia e de uma fono, eles estao apenas falando ingles quando estao apenas os tres em casa. A mae dele se sente terrivelmente culpada e sofre muito por ele nao conseguir se expressar.
    Ate quando isso pode ser considerado normal? E o existe de bibiografia a esse respeito, em espanhol, ingles ou portugues?
    Ah, os pais dele sao fluentes no ingles pois estao nos estados unidos ha 12 anos e estudaram em escola bilingue.

    • Sandra Santos Says:

      Oi Isabelle,
      De uma olhada nos outros comentários deste post, pois o Wagner tinha sugerido livros a respeito. Só um profissional da área poderá avaliar a situacao e dizer o que deve ser feito, dentro do contexto em que seu neto vive. Eu, da minha parte, acho interessante o número de meninos com problemas na fala, o que ocorre com criancas espalhadas por todo o mundo. Nao é curioso?
      Desejo que seu neto comece a falar logo, e cada vez mais! O meu filho já melhorou muito e melhora a cada dia um pouquinho mais! O processo é demorado, é importante ter muita paciencia.
      Um beijo da Mineirinha no sul da Alemanha,
      Sandra

  21. Márcia Says:

    Olá Sandra,
    Achei o assunto bárbaro, para quem ainda não vivenciou o bilinguismo dentro de casa, parece que o aprendizado dos filhos será fácil e quase automático (projeção, talvez? Ja).
    Adoro visitar seu blog!
    Abs
    Márcia

  22. Renata Says:

    Fico feliz em ler nos comentarios que o Dani ja melhorou bastante. Tambem pudera, ne querida? Aula de portugues de portugal ninguem merece…

    O Dominic comecou a gaguejar essa semana. Segundo o medico 80% das criancas entre 2 e 5 anos gaguejam e eh simplesmente uma falta de alinhamento entre as velocidades do pensamento e da fala. Se desaparecer dentro de 6 meses nao eh nada patologico. Achei bacana que ele nem mencionou o bilinguismo, ja estava preparada para oferecer meus livros pra ele ler e se informar. Mas lembrei de voce… da um nervo danado ver o menino agarrando no principio da frase, ne?

    Pena que semana passada nao deu certo.

    Um beijo e um queijo,

    Re

    • Sandra Santos Says:

      Pois é, Re, e se dá… Esta semana li que 25% das criancas na Alemanha tem distúrbios de fala. Interessante e inquietante ao mesmo tempo, né? No momento o Dani-boy fala sem parar e de forma bem mais fluente do que há um mes atras, sem medo de ser feliz! Fique calma que passa, viu?
      Espero que possamos nos rever em breve.
      Beijoca no’ce e na família,
      Sandra

  23. Nilma kina Says:

    Vivo no japão,tenho um casal, falo português, marido espanhol e o mais velho estuda na escola japonesa, resolvemos cada um falar o seu idioma, e coisas do dia a dia acaba escapando o japones, porém o menino de 4 anos começou mesmo a falar a 10 meses depois que entrou na escola, já passou por várias fases,hoje na verdade ainda tem grande dificuldade principalmente com consoantes que n existem no alfabeto japones, mistura muito sapo com pato,palavras muito redondas também acabam embaralhando como por exemplo óculos, este ano pretendo levá lo ao Br, para ver se fora o tri linguismo não há mais nada de anormalidade devido seu atraso, já a menor de 2 anos e 10 meses, fala com tons de bebe porém os 3 idiomas, e o som sai melhor que o irmão, segundo os pediatras do japão é problema dos 3 idiomas,porém como mãe sempre acabamos ficando com pé atras, gostaria muito de manter contato de quem passa pelo mesmo processo, obrigada, Nilma

    • Sandra Santos Says:

      Ei Nilma,
      O meu filho falou devagar, demorou a ficar com uma linguagem fluente, mas está melhorando cada vez mais desde que entrou pra escola. É preciso ter paciência e respeitar o desenvolvimento individual de cada um.
      Desejo que seu filho fale melhor a cada dia! E em vários idiomas, claro!
      Um beijo,
      Sandra

  24. Camila Says:

    Estou passando por isso que todas vcs relatam!
    Nossa filha nasceu no Japão e com 1 ano e 1 mês foi para escola japonesa ja falava algumas palavrinhas em portugues.
    Depois de um tempo de adaptação ela começou a fala algumas palavras em japones. Em casa falava em portugues mas as vezes saia um ou outra palavra em japones.
    Depois de 5 meses na escola meu pai sofreu um acidente no Brasil e tive que volta para o Brasil sozinha com ela.
    Chegando aqui ela travou por 2 semanas depois voltou a fala algumas coisas mas muito pouco.
    As pessoas aqui fala que ela tem algum problema ja levei no pediatra, neuropediatra e agora ela começou na fono e todos falam que ela é normal o problema é o bilinguismo.
    Agora ela esta com 2 anos e 3 meses e tem uns dias que ela tem soltado um pouco a lingua e tenta fala algumas coisas ela imita e tenta repeti os desenhos.
    Acho que alem do bilinguismo foi um pouco traumatico para ela esta mudança pois não foi bem como queria que fosse. Quando cheguei no brasil o ambiente estava muito carregado com meu pai internado e logo depois veio para casa e depois de alguns dias faleceu, ela viveu tudo isso e ainda esta longe do pai que se Deus quiser em outubro estara com a gente novamente.
    Ainda não coloquei ela na escola estou com um pouco de medo foi muita coisa para uma criança tão pequena. O neuropediatra e a fono falou para coloca-la mas ainda não sei.
    Vcs que tem mais experiencia o que me aconselha?
    O que vcs acham?
    Desejo que todos que passa por esta fase tão dificil passe logo e tão breve todos nossos bbs esteja falando muito…
    Obrigado pela atençao de todas vcs…
    Bjusss…
    Camila

    • Sandra Santos Says:

      Oi Camila,
      Hj em dia meu filho tem 7 anos e quase nao tem dificuldades de linguagem mais, apesar de ainda continuar fazendo fono. Tenha calma, busque ajuda especializada e dê tempo ao tempo, que sua filha vai chegar lá!
      Beijos,
      Sandra

  25. Camila Says:

    Obrigado Sandra…
    Abraço!!!

  26. Livia Says:

    Sandra,
    Tenho uma filha de 6 anos morava na espanha e sempre falei portugues com ela mas ela sempre respondeu em espanhol algumas palavras chaves ela falava em portugues. Ela passou pela gaguera tambem, fiquei muito preocupada mas nao levei no medico o professor falou que eu tinha que parar de falar com ela em portugues assim ela melhoraria o espanhol. Mas eu nao dei bola para o que o professor falou. A fase da guageira parou e ela foi alfabetizada ate os 6 anos em espanhol. Agora mudei para o brasil faz dos meses e a minha filha parou de falar o espanhol e nao quer falar o espanhol. Tenho que forza-la as vezes. Até a fonetica da lingua espanhola ela perdeu. Sera que ela esqueceu? Como que eu faço para poder incentivar que ela volte? Só eu que falo espanhol e as vezes ela nao quer falar.
    Obrigada adorei o seu blog.

    • Sandra Santos Says:

      Oi Livia,
      Eu converso há 18 anos em português com minha filha, e ela só responde em alemão. O mesmo acontece com meu filho, que no momento tem 9 anos. Mas o esforço é recompensado, porque os meninos aprendem português assim e principalmente minha filha está falando muito bonito. 🙂 O remédio é não desistir e achar meios que façam com que ela ligue o idioma a algo que lhe dê prazer, como música, filmes ou livros.
      Beijos,
      Sandra

      • Sandra Says:

        Atualização em 2015:
        O meu filho gaguejou por vários anos seguidos e quase foi mandado para uma escola de deficientes de fala quando chegou na idade escolar. Depois de alguns anos de fono hj a fala dele em alemão é perfeita e ele está prestes a passar para a 5a. série, com notas muito boas. Tive que aceitar o ritmo dele e que entende o português, mas tem muito mais dificuldade com o idioma do que minha filha. Aprendi a ter paciência e nunca terminar as frases por ele, e respeitá-lo como ele é. É necessário dar tempo ao tempo, acompanhando com profissionais que usem métodos próximos do mundo do seu filho. Passei por 3 fonos até achar a correta pra ele, que intercalava com períodos sem terapia, sem pressão. Pelo que observei, o problema é bem mais comum em meninos do que em meninas.

  27. Nilvani Kloss Says:

    sou de descendencia alemã, não tenho sotaque como alguns parentes que falam super arrastado, meu pai que só falava em alemão na casa dos pais perdeu bastante o sotaque depois que se casou com minha mãe, pois ela não fala em alemão. Quando minha filha nasceu eu não morava perto dos meus parentes e nem perto de meus pais, embora eu sempre os visitava com meus filhos, minha filha aprendeu a falar e sempre falou arrastado com um sotaque parecido com dos meus parentes. Quero saber se é possível ela ter herdado esse sotaque mesmo sem ter convivência com meus parentes. hoje ela está com quase treze anos e ainda fala com um sotaque muito forte como a troca de letras.

    • Sandra Santos Says:

      Oi Nilvana,
      Sugiro que vc consulte um fonoaudiólogo com sua filha. Só ele poderá fazer um diagnóstico adequado e possivelmente ajudar a corrigir a troca de letras.
      Um beijo,
      Sandra

  28. Eliana Says:

    Sandra adorei ler seu texto e todos os comentários. Vim até aqui pq sou fono especializada em gagueira e gosto muito de sugerir a leitura de depoimentos para meus pacientes. Nada substitui a experiência de vida: motiva, incentiva e dá esperanças. Nós profissionais temos a teoria, desenvolvemos teses, mas é a mãe que conhece seu filho e as dificuldades para cria-los. Não generalizo, me coloco no lugar da mãe e juntas tentamos encontrar o melhor caminho. Bilinguismo não causa gagueira, mas pode dificultar a comunicação da criança que tenha pré disposição para tal. Um beijo.

    • Sandra Santos Says:

      Oi Eliana,
      Obrigada por sua contribuição. Meu filho hj em dia praticamente não gagueja mais e tem um alemão muito bonito, até complexo para a idade dele. Tem bem menos facilidade para idiomas, se comparado à irma, e está de bom tamanho assim, pois cada um vem ao mundo com um dom diferente, não é mesmo?
      Um beijo,
      Sandra

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