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::Migração na Alemanha e Preconceito contra Estrangeiros::

As últimas afirmativas do Sarrazin, Seehofer e até da Angela Merkel têm me deixado preocupada. Resolveram colocar a grande ovelha negra da nação, os estrangeiros, novamente em debate, depois do lançamento do livro Deutschland schafft sich ab: Wie wir unser Land aufs Spiel setzen(A Alemanha está acabando consigo própria: como estamos colocando nosso país em risco) e visivelmente pra voltar a atenção da população pra um assunto comum, incomodante, e tirá-la de outros assuntos que significariam uma crítica direta ao governo (p.ex. Stuttgart 21, insatisfação com relação às decisões tomadas pelo governo, etc.). Enquanto o Sarrazin defende que as diferentes “raças” têm, segundo ele, um nível diferente de inteligência e mete o pau nos muçulmanos por seu QI, em sua opinião, inferior, o Seehofer e a Merkel afirmam que a multiculturalidade na Alemanha está falida. Que decepção! Enquanto muitas pessoas participam da discussão sem conhecer fatos, separei aqui e aqui dois grupos de informação importantes e atuais reunidos pela revista “Der Spiegel” pra quem quiser opinar com base na realidade atual: dados sobre o estudo do “Friedrich-Ebert-Stiftung” (que mostra, dentre outros resultados assustadores, que 1/4 da população é contra estrangeiros no país e uma a cada 10 pessoas queria novamente um “Führer” que colocasse a casa em ordem), além de dados sobre a migração na Alemanha, que comprova que atualmente o país está perdendo mais pessoas para o exterior do que recebendo estrangeiros aqui, considerando-se os valores totais de emigração e imigração, o que é um fato alarmante para as empresas daqui em busca de pessoal qualificado… Aguardo seus comentários!

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38 Respostas to “::Migração na Alemanha e Preconceito contra Estrangeiros::”

  1. Reginaldo Says:

    Tenho medo de que os alemães esqueçam o que aprenderam com as Guerras, e que o mundo volte a viver dias como aqueles. Não só lá, mas aqui no Brasil também vejo todos os dias pessoas de todas as classes sociais querendo um Führer, um Duce, um Líder capaz de botar a casa em ordem, mesmo que seja na base da ditadura…

    • Sandra Santos Says:

      Oi Reginaldo,
      Este é o grande perigo das dificuldades economicas causadas pelo capitalismo desenfreado. Espero que a democracia e a solidariedade continuem tendo seu espaco!
      Um abraco,
      Sandra

  2. Flávia Says:

    Muitos alemães não aprenderam nada com a guerra, afinal os idosos de agora eram criancinhas naquela época e somente têem lembranças vagas.

    Este canto da sereia de que os imigrantes dos anos 60 voltariam à sua terra natal é que foi o grande problema.

    • Sandra Santos Says:

      Oi Flávia,
      Planejaram assim, nao deu certo e agora, depois de tantas décadas passadas, reclamam. Mas deveriam reconhecer também seus erros, p.ex. ter incentivado a “sociedade paralela” que tanto criticam. Percebe-se na pesquisa que os mais idosos sao mais preconceituosos, mas isso era de se esperar e nao foi uma surpresa pra mim. A parte positiva fica com os mais jovens, que costumam ser mais abertos e tolerantes, gracas a Deus.
      Um abraco e obrigada pelo comentário,
      Sandra

    • augusta Says:

      hehhheheeeheheehehhehe cada caso um olho e cada olho um caso amiga os alemaes sao maravilhososs , e escuta essa vamos saber” falar bemmm mesmo” no Pais que nós aceitou pelo amor de virgem maria por aqui anda cheio de judinhas que come no mesmo prato mais sai cuspindo por ai á fora. SEM COMENTARIOS GENTE VAMOS RECONHECER O JUSTO! OU PODEMOS VOLTAR DE ON DE VIEMOS AI O CASO MUDA DE CORRRRR!

  3. Eve Says:

    Eu acho que o Sarrazin começou um discussão que já deveria ter começado há tempos (integração de estrangeiros) do jeito dele. Como ninguém tinha coragem de fazer, ele deu a interpretação que quis. Aí, como vc destacou, os políticos se aproveitam de temas polêmicos para tirar atenção de problemas ainda mais sensíveis e partem para ações populistas, o caso de Seehofer. A Merkel só está se afundando mais e mais, pois a aprovação do governo está lá embaixo. Se as eleições fossem hoje, os FDP nem conseguiriam entrar. Então, apelam, junto com o CSU, para uma parcela do povo que eles acham que ainda podem se identificar com essa “causa”. É triste ver um retrocesso desses. É triste perceber que alguns continuam se preocupando com a “pureza do sangue alemão” e que a maior preocupação deles é que os “estrangeiros” vão tomar contar do país já que a Alemanha está envelhecendo. Pessoas que já estão aqui há 3 gerações, que nasceram aqui e nem conhecem seu “país” de origem. No Brasil, seriam brasileiros. Aqui, indesejados. Papéis trocados, hein?
    Agora, tira os estrangeiros do país, para ver se a economia não afunda, tira… Os estranegiros, principalmente, turcos e árabes, deviam fazer greve, como os mexicanos fizeram uma vez nos EUA, para o povo daqui ver como são vitais. Um choque de vez em qdo não faz mal a ninguém.
    Mas, ainda temos que ver a metade cheia do copo: não são todos os alemães que pensam assim, e os que pensam assim AINDA são minoria.

    Bjs!

    • Sandra Santos Says:

      Oi Eve,
      Será que sao minoria mesmo? Vc deu uma olhada no resultado da pesquisa que linquei no meu blog, no post em questao?
      A diferenca que vc notou entre Brasil e Alemanha com relacao a este assunto é mesmo verdadeira.
      A discussao sobre a integracao de estrangeiros já foi comecada há alguns anos sim, desde que o governo percebeu que simplesmente ignorá-los nao continuaria a fazer sentido. Sao principalmente os filhos dos estrangeiros indesejáveis de hoje que representarao, em porcentagem considerável, a mao-de-obra alema do futuro. Até um estudo recente da McKinsey mostrou e quantificou a falta de mao-de-obra qualificada no país e argumentou que só com a vinda de estrangeiros qualificados o país continuará com o mesmo nível economico. Muitos jornais preferiram comentar que seria bom se as mulheres alemas, muito bem qualificadas, conseguissem se adaptar ao mercado de trabalho, colocando seus filhos em creches para poder oferecer sua mao-de-obra ao país. Pouco li sobre a informacao de que o país necessita dos estrangeiros, hoje, ontem e na realidade desde o final da 2a. Guerra.
      Beijos pra Berlim!
      Sandra

      • Eve Says:

        Verdade. Eu escrevi mais sobre a minha opinião e resultados de discussões que tive com Paulo. E 1/4 da população pra mim continua sendo minoria. 😉
        Essa informaçào sobre as vagas qualificadas eu vi na TV.
        Bjs!

      • Sandra Santos Says:

        Vc tem razao quanto ao 1/4. Pensei nisso durante o dia, bom que vc comentou (apesar de às vezes eu temer que o número real seja maior). Sabe que hoje eu ouvi uma notícia no rádio que vai totalmente contra a expectativa do empregador alemao? Turcos que terminam a universidade estao tendendo a voltar para a Turquia, pois a economia de lá anda muito bem, obrigada. Há mais turcos indo pra lá do que vindo pra cá. Enquanto isso, seus pais (os tao criticados, que nao conseguem se integrar, etc.) continuam vivendo na Alemanha!
        Beijocas pros dois,
        Sandra

  4. Ma Says:

    Infelizmente o pior é que a grande maioria pensa como o Serrazin. O grande problema para eles não são os estrangeiros, mas os estrangeiros mulçumanos, é claro, onde o choque cultural é mais forte. Até entendo, eu pessoalmente não me sinto confortável quando vejo uma mulher de burca aqui, mas nada que me faça querer exterminá-la. Esse é o perigo, que justificados por uma suposta aversão cultural, ações infâmes comecem a acontecer. Tenho amigos que criticam estrangeiros comigo como se eu fosse alemã e mesmo quando eu assinalo que sou estrangeira também, o que escuto é “Ah, mas vc é diferente, vc aprendeu alemão, tem estudo, etc.” Complicado, mas que dá medo, dá.

    • Sandra Santos Says:

      Oi Ma,
      Dá medo sim. O mesmo acontece comigo, comentam de estrangeiros como se eu nao fosse uma delas. O preconceito e a falta de perspectiva podem fazer com que as pessoas ou tomem atitudes lamentáveis ou esperem por um “Führer” que coloque ordem na casa. Acho que no momento as duas vias parecem ser viáveis.
      Se a Alemanha decidisse finalmente que tipo de estrangeiro quer incentivar para a entrada no país, p.ex. engenheiros, profissionais da área de TI, etc., tudo seria bem mais simples. Regras claras e visíveis para todos. É isso o que eu desejo pro futuro da Alemanha quando se trata de estrangeiros.
      Um beijo,
      Sandra

  5. Valter Says:

    Os preconceitos sempre existiram e infelizmente estão longe de terminarem. Nos quatro quantos do planeta o assunto imigração está ficando mais polêmico em virtude da crise economica mundial, desemprego e principalmente falência dos sistemas do seguro social. Vários países já prolongaram o tempo de aposentadoria, como os EUA que aumentaram para 67 anos, e provavelmente outros seguirão o mesmo caminho. As minorias são e sempre serão os culpados por tudo se não conseguirem representação considerável no Parlamento. Sou imigrante e sei muito bem as vantagens e desvantagens de se viver fora de casa, cada um sabe o quanto pode suportar e manifestações e greves são muito pouco para uma mudança, comece a eleger seu representante imigrante que aí sim estaremos no rumo certo para um mundo melhor.

    • Sandra Santos Says:

      Oi Valter,
      Vc tem toda a razao. A tendencia é que os confrontos crescam. A se tomar o exemplo da Franca, que parou nos últimos dias por causa da notícia de que a idade para a aposentadoria iria ser aumentada… Sua ideia de representacao política é muito boa, uma consideracao muito acertada.
      Um abraco e obrigada por participar da discussao,
      Sandra

  6. Neusa Arnold-Cortez Says:

    Oi sandrinha, tudo bem?
    Acho também uma decadência tantas discussoes que na maioria das vezes nao produzem nenhum resultado positivo! Tenho também receio que a intolerância possa predominar por aqui. Intolerância também de grupos estrangeiros, radicais muculmanos sobretudo, que usam a religiao como causa política e nao estao absolutamente interessados em integrar-se às leis e culturas alemas. Sou da opiniao de que uma vez que se optou por viver em um outro país devemos fazer o possível para conviver pacificamente com as leis, a cultura e costumes daquele país – é uma questao de respeito. Ontem vi uma reportagem em Spiegel TV sobre grupos radicais muculmanos que me deu arrepio….
    Beijos na esperanca de um futuro em paz para estrangeiros e nao estrangeiros.

    • Sandra Santos Says:

      Oi Neusa,
      Tudo bem?
      Eu preferiria que decidissem o que uma pessoa tem que cumprir aqui, aplicassem estas normas a todas as pessoas e aquelas que nao as cumprisse, seria deportada. Acharia melhor uma política clara e sensata para a opiniao pública, que economizaria muita paciencia e indignacao de quem nao tem nada a haver com o assunto, mas tem que ficar ouvindo esses anúncios e acusacoes inoportunos. Humpf!
      Beijos e mande um e-mail contando suas novidades como escritora, ok?
      Sandra

  7. Talia Says:

    Oi Sandra, tudo bem?

    Eu também li na Veja uma reportagem recente do Presidente do Banco Central (correto?) que publicou então o tal livro e como os alemães têm se identificado com a opinião dele. Lembrei logo de você e dos assuntos que você posta aqui no seu blog. Eu iria até tentar scannear a entrevista para você, a qual, segundo ele, os estrangeiros não se adaptam mesmo ao modo de vida do alemão (nem seria o modo de vida mesmo, seria por razões genéticas destoantes). De qualquer forma, eu acredito que é um assunto polêmico e cada um avalia “dentro da sua experiência”, etc. Você foi “certeira” levantando o assunto aqui novamente. E eu agradeço por poder participar nesse espaço aqui do seu blog. Beijos, obrigada.

  8. Ana Raquel Says:

    Olá, bem interessante e atual o tema.
    Bom! eu estou na Alemanha ha apenas 1 ano, mas é triste ver a opiniao de algumas pessoas, como esse Sarrazin por exemplo, que ao falar da questao da integracao abre a boca e tem a falta de respeito ao citar a genetica dos Judeus, sendo ele entao, por acreditar tanto em genetica, nazista??!! É forte mas para mim o pior foi voltar a falar de um povo que ele deveria respeitar. Acredito sim que existe um problema real em relacao as pessoas que moram anos aqui e nao se adequam a cultura e nem falam a lingua, isso é real! mas devemos ter cuidado ao falar dessas questoes e infelizmente o que falta em muitas alemaes que concordam com ele é falta de amor ao proximo.

    • Sandra Santos Says:

      Oi Ana,
      Obrigada pelo seu comentário. Da minha parte fico sentida, pois acho as afirmacoes ou cobertas de preconceito ou muito generalizadas. Concordo plenamente com a expectativa de que uma pessoa estrangeira que vive aqui tenha que aprender a língua do país e saber respeitar as leis vigentes. Mas daí a fazer observacoes que estao, em grande parte, voltadas para muculmanos e fazer delas afirmacoes generalizadas, nao é algo positivo para o país em si e para a populacao estrangeira que vive na Alemanha.
      Um beijo, aguardo mais comentários seus, ok?
      Sandra

  9. Rejane Lima Says:

    Oi Sandra,
    Eu acredito que ao invés de insinuar a falencia da integracao dos estrangeiros como culpa desses, Frau Merkel deveria avaliar o sistema de integracao de estrangeiros que a Alemanha adota e aprender com países que se destacam muito bem no cenário mundial nesse quesito, como o Candá por exemplo. O Canadá nao é somente multicultural de verdade como cum país onde o estrangeiro se adapta bem. Nao só isso: O Canadense nativo se adapta bem ao imigrante e aceita os filhos desses como canadenses de verdade. Ganha o país, cuja economia só cresce haja vista as estatisticas reveladoras. Razao desse casamento perfeito: O sistema de integracao, valorizacao, respeito pela cultura individual de cada povo que o Canadá adota com seus estrangeiros. De um lado o estrangeiro tem que ter o que oferecer ao Canadá e se adaptar as regras do país e de outro o Canadá oferece todo o apoio inclusive psicológico e de adaptacao ao novo membro que nao precisa abrir mao de sua cultura própria para ser também canadense e muito menos mudar de sangue, cor, roupa, religiao..enfim sao bem vindos como sao se possuem qualidades profissionais e garra para o país crescer. No mais sobre o assunto aqui na Alemanha eu diria: ahhhhh se os turcos decidirem parar de vender döner por aqui acho que aumenta a porcentagem de alemaes a favor dos imigrantes, pois já li que nao é o wurst a comida mais popular por aqui e sim o estrangeiríssimo e imigrante döner ( nao sei se escreve assim).

    • Sandra Santos Says:

      Oi Rejane,
      Interessante sua colocacao. Obrigada por lembrar o caso do Canadá, como exemplo de país que sabe levar uma política de imigracao de sucesso, positiva para ambos os lados.
      Beijos e um abraco forte,
      Sandra

  10. Maira Says:

    Esse tema tá cocando na minha cabeca desde a primeira vez q ouvi sobre as teorias de Sarrazin. Mas, de verdade, o que ele disse nao foi o que mais me assustou. O que me assustou foi a pesquisa que mostrou que se ele se montasse um partido hj defendendo seus ptos de vista teria 20% dos votos do eleitorado. Enfim, a única diferenca entre ele e muitos alemaes é que ele pelo menos falou o que pensa, mas nao está sozinho e é ai que mora o perigo. Ui! Bjks e parabéns pela abordagem do tema! Nós. 😀

  11. beijodepracinha Says:

    A Alemanha tem trauma do Nazismo, mas, parafraseando meu marido, acho complicado que um país fique para sempre refém do próprio passado dessa forma, por mais terrível que ele tenha sido.

    Não acho que a multiculturalidade alemã esteja falida, pelo menos por enquanto. Mas é uma multiculturalidade sem paz, onde o alemão ainda não encontrou a sua própria identidade como alemão para se orgulhar dela sem ser rotulado como nazista. E enquanto ele não encontra essa identidade, outros grupos estrangeiros estao impondo a sua própria, sem o menor interesse em se integrar, como a Neusa citou acima. É quase um pensamento nazista às avessas, só que em território estrangeiro e não no deles. É claro que o alemão não ia aguentar isso calado por muito tempo. Minha esperança é de que ele encontre sua identidade de forma equilibrada, defendendo sua própria cultura sem subjugar as demais e sem repetir os erros do passado.

    Já a integração entre alemães e estrangeiros, isso não depende apenas dos alemães, e essa responsabilidade não deve ser colocada apenas em cima deles. Enquanto muitos estrangeiros não tiverem interesse em se integrar, não há política de integração que resolva.

    E por fim… Rejane, acho complicado, dentro do contexto alemão, comparar a integração aqui com a do Canadá. O Canadá não tem um “passado negro recente” em sua história e tem moral ilibada para defender o próprio nacionalismo sem ser cobrado por isso como quem tem uma dívida eterna com a humanidade. Além disso, o Canadá que conhecemos hoje é, historicamente, um país construído justamente em cima da imigração resultante do processo de colonização das Américas.”Raça pura canadense” é um conceito que não existe. São contextos históricos e culturais muito diferentes.

    Excelente post! Beijos!

  12. beijodepracinha Says:

    Ah sim, também concordo plenamente com voce: regras claras para todos. Quem não se adequa, deportação. Mas aí caímos de novo naquele trauma que alemão tem do rótulo de nazista. Difícil, né? Mas como tempo eu acho que eles chegam lá. Beijos!

    • Sandra Santos Says:

      Gostei muito do seu comentário! Obrigada por participar da discussao. Gostei desse conceito do problema ser “quase um pensamento nazista às avessas, só que em território estrangeiro”, nunca tinha pensado nisso.
      Um beijo,
      Sandra

    • Sandra Santos Says:

      Acho que nao, sabe? Regras claras servem pra serem seguidas, e até elas existirem, haveria uma discussao bem aberta aqui e muitas análises, de forma que seria fácil explicar-las tomando como base o desenvolvimento demográfico e o crescimento economico de determinados setores. Com certeza haveria menos críticas dos dois lados.
      Um beijo do sul pro norte,
      Sandra

    • beijodepracinha Says:

      Teoricamente é simples sim. Mas na pratica eu nao acho. Levará muito tempo e muita polêmica para se chegar a um acordo. O meu ponto é exatamente esse: qualquer movimento no sentido de fechar as portas na Alemanha para quem nao se adequa as regras seria facilmente interpretado por muitos como “atitude nazista” e, diante disso, eles ainda encolhem e cedem.

      Pois se sem histórico de serem nazistas na Franca, o Sarkozy foi crucificado por muitos quando deportou os ciganos romenos de lá! E, até onde eu entendi (corrija-se se eu estiver errada), ele estava justamente cumprindo a regra: nao tem trabalho, nao fica, mesmo sendo da CE. Imagine uma atitude dessas na Alemanha! Uma coisa é o imigrante que traz mao-de-obra qualificada e contribui para o crescimento do país, economica e culturalmente. Outra coisa é o imigrante que traz um problema social. Beijos para o sul! 🙂

      • Sandra Santos Says:

        Minha sugestao nao é de fechar as portas, mas exatamente de abri-las para a mao-de-obra desejada e necessária no país. Mas concordo quando vc diz que algo do tipo vai demorar muito pra ser decidido, o que acho uma pena.
        Um beijo e bom final de semana,
        Sandra

  13. Talia Says:

    Olá Sandra!

    Veja se você consegue o acesso da Veja da seguinte maneira:

    Tente o link: http://veja.abril.com.br/acervodigital/home.aspx?termo=Polvo

    A Revista que você deve procurar é a da capa O Polvo no Poder. A matéria está na página 115, intitulada Uma Tese Perigosa na seção Racismo. Não é difícil encontrar, basta um pouco de paciência às vezes para careegar a página. O link “páginas” no canto inferior esquerdo, após “capa” e “índice” pode ser útil para você chegar na página 115 mais rápido.

    Ok? Qualquer coisa responde aqui ou mande um e-mail se não der certo.

    Bjos!

  14. Talia Says:

    Deu certo, Sandra??? Abraços.

  15. Talia Says:

    Olá Sandra!

    Pois é você achou! Só que, interessante, é que o primeiro artigo está diferente nessa versão online da Veja. Ou seja, eu também tinha achado esse aí, só que, na revista impressa ele ficou diferente. E já mandei agora para o seu e-mail, ok? 🙂 Agora vou ler o segundo!

    Onde você acha que vai parar essa discussão? Muitos aqui postaram as suas opiniões, comentários… alguns sentem a diferença de tratamento mais, outros menos…

    Vai ser legal se você postar outro artigo depois da sua avaliação da leitura desses da Veja.

    Bom, eu vou acompanhar! Se eu puder ajudar mais, conte comigo!

    Beijos e bom fim de semana!

  16. Robson Sobral Says:

    Há algum tempo, apareceu um projeto para aulas de cultura nordestina nas escolas públicas. Idéia idiota, claro. Se as escolas públicas fossem falar de cada cultura migrante, não teríamos outros assuntos em sala. Só que esse projeto disparou um manifesto por São Paulo. Jovens de todo o Estado resolveram lutar pela integridade de sua cultura paulista. Viam com o argumento de que se sentem estrangeiros em sua própria terra. De que não foram os nordestinos que construíram São Paulo, mas o dinheiro paulista que pagou esses nordestinos. Vários desses jovens, filhos de imigrantes estrangeiros.

    Outro dia, o José Serra culpou a enorme quantidade de imigrantes pela péssima educação pública paulista. Nada contra as pessoas, ele diz, mas vieram demais e a cidade não suportou.

    O Serra se aproxima dos evangélicos para barrar o avanço de leis pelos direitos iguais aos homossexuais. E os homossexuais andam putos. Ofendem todas as religiões em retaliação.

    A Maria Rita Kehl foi demitida do Estado de S. Paulo por escrever um artigo condenando a desqualificação do voto dos pobres perpetrada por grande parte da classe média e alta brasileira.

    Não tenho dúvidas de que um dos motivos do Serra não ganhar é por ser paulista. Tão cedo o resto do país não confiará novamente em alguém do estado que se “a locomotiva do Brasil”, mas vira as costas para os outros.

    Muita gente ainda me apresenta suas opiniões preconceituosas como se eu não conhecesse todos esses lados: paulista, filho do metalúrgico nordestino, ex-evangélico, cercado de amigos gays, morador de um bairro pobre quando solteiro e morando agora num bairro de classe média. Assisto tudo estalando os dedos de preocupação.

  17. Curtas, mas não tão curtas | Beijo de Pracinha Says:

    […] em si, porque seria um post longo, muito longo. Mas quem quiser se aprofundar na temática, tem esse post aqui, da Sandra, que propôs uma discussão muito boa a respeito desta que é uma das grandes questões […]

  18. ::Acordei:: « Mineirinha n'Alemanha Says:

    […] A ironia ficou sendo minha 2a. entrevista na empresa, que aconteceu exatamente no meio daquela discussão sobre estrangeiros na Alemanha, quando fui perguntada se apresento algum ponto positivo para o cargo exatamente por ser […]

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