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::Os anjos dos expatriados e um acidente de bicicleta::

Lendo um post lindo e motivante da Eve, me lembrei do meu primeiro dia na Alemanha, quando não teria conseguido mesmo dar os primeiros passos sem o auxílio deles – dos anjos dos expatriados.

Quando a gente menos espera, lá estão eles, quebrando vários galhos e nos impulsionando pra frente. Eu não sabia usar os carrinhos do aeroporto de Frankfurt, que se movem quando você põe uma moedinha nele E empurra o lugar que se põe as mãos (“Griff“, como se chama isso em português?) pra baixo. E lá estava eu, com tudo no carrinho, moedinha no lugar, mas não conseguia mover o carrinho. Alguém chegou e me ajudou. E muitos outros “alguéns” foram aparecendo naquele dia, pra comprar a passagem de trem na máquina, pra descer com as pesadíssimas malas pra plataforma de embarque… Viva os anjinhos dos expatriados! Quando foi a última vez que eles aparecem para você?

Pra mim foi hoje de manhã mesmo. A Taísa me ligou, alguns minutos depois de ter saído de casa, aos prantos, avisando que tinha caído da bicicleta e perguntando se podia voltar pra casa. Um segundo depois eu já estava ligando pro meu trabalho pra avisar que chegaria mais tarde pois iria com ela pro hospital, e também liguei pra escola dela avisando que ela tinha tido um acidente. Ao vê-la e dar uma espiada no joelho, cujo sangue tinha vazado para a calça jeans ralada, vi que o machucado não era grande e prestei-lhe primeiros socorros, como boa Ersthelferin (prestadora de primeiros socorros) que sou. Queria levá-la para o hospital para ter certeza que o osso do joelho estava intacto, mas na hora ela não quis ir. Indo pro trabalho, pensei na diferença entre o “ist vom Fahrrad gestürzt” e o nosso “caiu da bicicleta” (e não “ist vom Fahrrad gefallen“) e agradeci por não ter acontecido nada sério com ela. Ela caiu num lugar que estava cheio de sal, que é usado para proteger o chão da neve e na realidade com o propósito de tornar o caminho mais seguro, mas no caso dela funcionou ao contrário.

À tarde ela me ligou falando que o joelho continuava doendo e que queria ir ao médico. Marquei consulta e pedi pro Matthias ir com ela, pois já tinha outro compromisso no mesmo horário, junto do Daniel. Eles chegaram com boas notícias: o médico disse que o joelho dela está intacto, que ela tem um “joelho-modelo” e que – o que ela não gostou muito – o joelho dela está quase chegando no tamanho adulto. Ele disse que ela pode crescer ainda uns 6 cm, pois há vários locais no corpo que indicam o crescimento de uma pessoa. Disso ela gostou!

Importante: se você sofrer um acidente no caminho para a escola ou para o trabalho (ou de lá no caminho pra casa) na Alemanha, não se esqueça de comentar este fato com o médico que te atender. Ele vai repassar a informação para a Berufsgenossenschaft (corporação profissional responsável pelo seguro de acidentes obrigatório), que vai cobrir toda e qualquer consequência advinda do acidente. Se a pessoa ficar impossibilitada de trabalhar, p.ex., ela pode vir a receber uma indenização deste seguro.

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9 Respostas to “::Os anjos dos expatriados e um acidente de bicicleta::”

  1. Eve Says:

    Pois é, Sandra,
    e os nossos trabalham muito. As coisas boas não param de acontecer, mesmo que não seja da forma como esperávamos, no final, foi como tinha que ser.
    Imagina, eu esperar tantos anos… 😉 Tem coisa que nem entrou naquela lista por simples esquecimento na hora de escrever, dá outra lista. rsrs
    Melhoras para Taísa.

    Bjs!

    P.S. Os produtos que mando estão relacionados com cicatrização, hidratação e anti-inflamatório. Para quem tem duas crianças, hein? rsrsrs

    • Sandra Santos Says:

      Oi Eve,
      Os anjos acompanham vcs porque vcs merecem! 🙂
      Esses produtos vao ser perfeitos aqui pra casa, obrigada!
      Obrigada pelo desejo de melhoras. Vou passá-los pra Tatá, que ganhou de mim até um desenho de saci-perere na mao ontem, já que passou o dia inteiro pulando com um pé só pela casa afora….
      Beijos e bom domingo,
      Sandra

  2. Renata Lechner Says:

    Oi querida!

    Griff eu chamaria de barra em português, mas confesso que não fiquei muito satisfeita com a tradução. Guidom também passou pela minha cabeça 😀

    Agora, para Ersthelferin eu tenho uma palavra para você: socorrista!

    No dia em que cheguei a Munique várias pessoas também me ajudaram. Acho que o fato de sermos pequenas e acompanhadas de duas malonas ajuda a atrair a ajuda, hahaha. No meu primeiro dia de trabalho eu comprei uma passagem no ônibus, outra no metrô, outra vez no ônibus e outra no metrô de volta. Na minha pausa para o almoço constatei desesperada que isso não podia estar certo senão ia faltar grana para comer… Até que alguém me contou que eu paguei o dobro, que uma de ida e uma de volta era tudo o que eu necessitava… Mas tem problema não, depois disto já viajei muuuuuuuiiitas vezes sem passagem e, mesmo tendo sido pêga 2 vezes acho que ainda saí no “lucro”. Preocupa não, agora eu tenho um bilhete válido para o ano todo…

    6 cm mais para a Tatá? Com estas pernas longas que ela tem vai ficar um espetáculo…

    Beijos,

    Re

    • Sandra Santos Says:

      Oi Re,
      Pois é, a traducao pro “Griff” ainda está no ar. Socorrista é meio feio, viu? Fico (por enquanto) com Ersthelferin – prestadora de primeiros socorros.
      Que bom que o anjo dos expatriados também te acompanha!
      Acho que se a Tatá crescer mesmo mais 6cm vou ter que conversar com ela só sentada pra nao ter que ficar me contorcendo pra olhar pro rosto dela, hehehehe…
      Um beijao e bom domingo pra todos,
      Sandra

  3. Paula Says:

    e cobrem mesmo! O meu marido uma vez quebrou um dente na escola (há uns bons anos atrás) e até uns 4 anos atrás ele só tinha ajustes temporários porque ainda estava crescendo e tal. Quando há 4 anos atrás esse temporário caiu ele foi ao dentista recebeu um tratamento maravilhoso e um conserto definitivo.
    E tudo pago pelo seguro da escola!

    • Sandra Santos Says:

      Oi Paula,
      Neste sentido o seguro obrigatório contra acidentes é fantástico. As empresas e instituicoes tem que pagar uma boa nota pra Berufsgenossenschaft, mas quando ela tem que pagar, ela paga, mesmo se passados muitos anos depois do acidente, como no caso do seu marido. Bom, né?
      Um beijo e bom domingo,
      Sandra

  4. Claudia Dannemann Says:

    Sandra, Taísa vai virar top model, hein? Olha, acho que sua irma tem razao. A mulher recebe mais auxílio se é pequenininha. Comigo nunca foi assim e nem com minha irma. Acho que eu sou aquele tipo de mulher que mete medo em homem, pois pneu trocado eu já tive. Ainda bem que sei trocar! Bom fim de semana!

    • Sandra Santos Says:

      Oi Claudia,
      Eu que sou eu adoro ser pequenininha, nunca tive problema com isso. Eu disse pra Taísa também que ser grande demais nao é tao legal assim, pois vc tem que ficar olhando os homens “do alto” e deve ser uma decepcao enorme conhecer alguém por quem vc se interesse e acabar nao rolando nada porque ele é pequenininho, né? 😉
      Bom domingo e um grande beijo,
      Sandra

  5. Claudia Dannemann Says:

    faltou um nem antes de pneu, pois senao nao faz sentido o que eu queria dizer… Mais beijos!

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