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::Ainda sobre a crise::

Tomei um susto ao olhar hoje para um conhecido meu. Em uma semana ele ganhou uma chama enorme de cabelos grisalhos, bem em cima da testa. Uma amiga minha tinha comentado que um amigo dela, ao perder a mãe, ficou com os cabelos grisalhos da noite para o dia. Será que isso é possível?

Mas a razão do meu conhecido é uma e só uma: preocupação com a crise atual. Eu me preocupo também, quem não se preocupa? Mas há um tempo deixei de “arrancar cabelos” por causa da crise. Uma, porque não posso mudar os acontecimentos, mesmo se decidir ficar preocupada dia e noite por causa dela. Outra, porque como brasileira cresci na crise, e não vai ser a primeira crise aqui que vai me imobilizar. Uma razão importante: a natureza! Devagar e sempre a primavera está chegando por estas bandas (se bem que esta semana deu uma esfriada “do capeta”) e como a natureza por aqui no sul da Alemanha é muito, muito, muito bela, prefiro concentrar minha visão em paisagens bonitas, em pessoas bonitas, em pensamentos positivos.

Hoje me veio à mente a idéia de que a crise é um sistema de bola de neve, onde os próximos que sustentariam o mesmo não entraram na fila, como antes esperado. E a bola de neve chegou aqui embaixo e estourou para todos os lados, mostrando que a arrogância humana de achar que tudo sempre cresce, sobe, aumenta, dá lucro, etc. não tem nenhum fundamento.

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6 Respostas to “::Ainda sobre a crise::”

  1. Taty Says:

    Posso dizer de camarote sobre os cabelos brancos… desde que comecei a trabalhar com um chefe MEGA estressado, aos 25 anos, comecei a ter cabelos brancos…. tento não ficar assim mas é difícil… tem que ser um ser muito elevado para não se afetar… e até eu alcançar meu nirvana tenho que nascer umas mil vezes hehehehehe….

    quanto a crise… é bem o que vc disse… eu sempre uso a metáfora dos brasileiros que estavam mergulhando quando passou o tsunami… que estava vendo o fundo do mar, os peixinhos, sobreviveu….

    beijocas

  2. Laudenice Says:

    Eh Sandra, gosto de pensar na frase “estamos passando por uma crise”, o dificil eh soh esperar ela passar 🙂 por aqui tambem nao estah facil 🙂 mas temos mesmo eh que ir levando neh 🙂 beijos

  3. C.A.Margonper Says:

    Ultimamente, tenho lido artigos escritos por histéricos aí pela Internet fora… Esta crise é fabricada. Contam sempre as empresas que vão à falência aqui em Portugal, mas nunca contam as novas empresas que abrem todos os dias por cá.

    Creio também que o facto de alguns ricos (e também não-ricos) serem uns gananciosos egoístas também não ajuda nada.

    • Sandra Santos Says:

      Oi Claudia,
      A crise é certamente fabricada pela irresponsabilidade de alguns e pela imobilidade de muitos. Parece que grande parte do mundo parou… Independentemente do fato das notícias serem parciais e sempre muito negativas, a questao é que a prognose para o número de desempregados aqui na Alemanha irá aumentar, e em muito, nos próximos meses… E como está a situacao neste sentido aí em Portugal?

  4. Silvia Says:

    Tá certíssima sua opção de admirar a natureza. Não acho isso um escapismo, como podem pensar alguns, mas sim, escolher o lado positivo da vida. O que me consola é que a crise afeta a todos indistintamente. E nós, brasileiros, somos mais resistentes, mesmo, nesse ponto, eu acho. Bjsss

  5. C.A.Margonper Says:

    Neste momento, creio que está estável. Não quer dizer que não há empresas a falir ou que não haja ainda muitos desempregados. Mas há algum optimismo no ar. Há um grande esforço por parte do governo para conter as despesas públicas. O banco europeu, baixou e muito os juros na compra das casas, o que foi uma grande ajuda e um alívio para muita gente. Há muita gente a ter dois e às vezes, três empregos, só para poderem manter o nível de vida que dantes mantinham só com um emprego. As coisas estão estupidamente caras, mas em contrapartida, a venda de produtos brancos (sem marca) aumentou bastante. Nas notícias dizem que há menos carros a circular nas ruas, mas eu não vejo diferença nenhuma no trânsito. Continuo a ter que enfrentar aquela fila desesperante todos os dias de manhã, quando vou trabalhar. A minha maior queixa é a forma como o governo utiliza os dinheiros públicos. Há demasiada gente a viver demasiadamente bem à conta dos impostos. A Saúde Pública é uma perfeita desgraça. As escolas públicas são um desatre.

    Eu digo que temos de ser optimistas, no matter what. Isto não significa esconder a cabeça na areia. Significa, isso sim, olhar para a garrafa meio cheia e pensar que ainda temos muito de valor em nós para dar ao mundo, e que o mundo ainda guarda muito valor para dar a nós. Pelo menos, eu recuso-me a pensar doutra forma.

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